Banner Top
Quinta-feira, 17 de Agosto de 2017

Cristo Redentor, Estátua da Liberdade, Torre Ei el, Muralha da China e outros muitos monumentos lindos representam um destino e são paradas obrigatórias de qualquer viajante. Mas já pensou em “turistar” pelos vulcões do planeta? Chegar pertinho de um vulcão em erupção? Pois esse foi um dos programas mais fascinantes dos últimos dois anos com a Expedição Oriente.

Para começar, é sempre surpreendente quando a natureza nos manda aquele recado de que é ela quem manda. Na Ilha Reunião, departamento francês que fica no Oceano Índico, tivemos o privilégio de acompanhar o vulcão Piton de la Fournaise entrar em erupção e ver todo o espetáculo das labaredas. Considerado um dos vulcões mais ativos do mundo, é frequente vê-lo explodindo. No ano passado, aconteceu em dois momentos: em maio e em outubro (quando estávamos lá).

O Piton de la Fournaise é um ponto turístico muito frequentado e conta com uma estrutura em seu entorno, pensada para oferecer os melhores ângulos da montanha aos visitantes. Uma trilha pode ser percorrida ao redor do vulcão, com vista para as diversas caldeiras da montanha. Precisa ter bom condicionamento físico para encarar essa caminhada a mais de dois mil metros de altitude e que envolve muitas subidas!

Mas queríamos chegar mais perto – bem perto mesmo –, próximo das lavas incandescentes. Concedida a autorização, seguimos com muito cuidado, porque a temperatura é de 1.100oC no rio de lavas. A três metros de distância, nossas botas cheiravam a pneu queimado e a temperatura do ar se elevou para algo entre 50oC e 60oC. Conseguimos ficar uns dois minutos, no máximo, e saímos rápido, tentando nos equilibrando nas lavas petrificadas e quentes, que quebravam a cada passo.

Sem dúvida, foi uma das mais fascinantes aventuras que passamos em nossas vidas. E também a mais tensa. Mas o Piton de la Fournaise não foi o único vulcão visitado por nós, tripulantes da Expedição Oriente. No Chile, estivemos próximos ao vulcão Calbuco, justamente quando ele entrou em erupção. Várias áreas foram evacuadas e a visão era assustadora. Também ficamos perto do vulcão Osorno, visível desde a Ilha Grande de Chiloé, ainda no sul do Chile. Na Antártica, ancoramos na fascinante cratera de um vulcão ativo, nas Ilhas de Decepção, rodeados de rochas vulcânicas cobertas de neve.

Na Indonésia, atracamos na cratera do extinto vulcão Krakatoa, conhecido principalmente pela tragédia de 1883, quando o lugar entrou para a história por abrigar a segunda erupção mais fatal e destruidora no mundo. Foram 22 horas de explosões que destruíram parte do vulcão. Em seu lugar, nasceu o atual Anak Krakatoa (“filho” de Krakatoa), que poderá ser ainda mais poderoso caso aconteça uma erupção em sua cratera de 50 quilômetros. É um vulcão ativo e está monitorado permanentemente. Até hoje, me lembro de estar no veleiro observando a ilha de Krakatoa durante a noite, imaginando sua grandeza e a força da natureza.

Heloísa Schurmann
Heloísa Schurmann
Colunista

Últimas edições

Media Onboard

Responsável por todo o entretenimento e mídia de bordo das aeronaves Avianca Brasil, oferecendo diversas plataformas criativas online e off-line para impactar o público alvo.

anuncie
  • Vencemos o 30º prêmio Veículos de Comunicação como revista customizada de 2016
RegistrationLogin
Sign in with social account
or
Lost your Password?
RegistrationLogin
Sign in with social account
or
A password will be send on your post
RegistrationLogin
Registration