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Quinta-feira, 29 de Junho de 2017

Um assunto no mínimo interessante tem despontado em diversos artigos de estudiosos e curiosos (assim como eu) das novas tecnologias: a vida digital após a morte. Neste mundo conectado, até a forma de se relacionar com a memória de alguém está em evolução. Há pouco tempo, tudo o que se tinha eram fotos e histórias para contar. Hoje, já é possível se resgatar ou até mesmo programar o legado digital de um indivíduo – e continuar a recriá-lo eternamente.

A perpetuação é um desejo antigo da humanidade, já tratado na literatura e em muitos filmes e séries de televisão. Se alguém não se lembra do livro “Horizonte Perdido”, publicado por James Hilton, em 1933, e que deu origem ao filme de mesmo nome 40 anos depois, talvez se lembre da produção cinematográfica “Vanilla Sky” ou de um dos episódios da série da Netflix, “Black Mirror”.

Diversas empresas pelo mundo têm investido em desenvolver e utilizar tudo o que há disponível em termos de tecnologia para concretizar o sonho de viver para sempre. Scanners 3D, digitalização de fotos e vídeos, simuladores, recuperação de materiais de áudio, além de todo “rastro” digital – de uma simples curtida até os conteúdos mais elaborados de texto, fotos e vídeo.

A questão aqui é que, quanto mais conteúdo e interações a pessoa produziu durante a vida, maior será a fonte de referência para recriação de uma inteligência digital artificial que reflita fielmente os traços de personalidade da pessoa em questão. A diversidade dos serviços oferecidos por estas empresas mundo afora vão desde designar um herdeiro responsável pelas suas contas nas redes, como faz o próprio Facebook, a simples aplicativos que fazem publicações deixadas pela pessoa (veja o site www.hereafterinstitute.com).

Há quem vá ainda mais longe e prometa ser capaz, em algumas poucas décadas, de manter um cérebro ativo ou até mesmo fazer a transferência de seu conteúdo para um sistema de inteligência artificial para então conectar isso a uma réplica robótica. Como? Sim, Frankenstein total! Mas não são apenas startups um pouco malucas que estão se ocupando com o tema. O departamento de mídia do renomadíssimo MIT (Massachusetts Institute of Technology) também está desenvolvendo projetos de eternização de uma identidade digital.

Agora imagine você, aquela pessoa que passou a vida postando vídeos engraçadinhos de gatinhos, continuar a fazer isso indefinidamente, sem nem estar mais por aqui para contabilizar “likes”. O fato é que, à medida que as limitações tecnológicas deixam de existir, o céu de Monet (“Vanilla Sky”) é o limite da nossa imaginação.

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Silvia Camargho
Colunista
Profissional de marketing e comunicação, apaixonada pelas transformações de um mundo cada vez mais digital. silvia.camargho@hotmail.com

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