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Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

NOVA YORK PELA PRIMEIRA VEZ

SÃO TANTOS OS CARTÕES-POSTAIS EM NOVA YORK QUE DIFICILMENTE DÁ PARA CONHECER TODOS EM UMA PRIMEIRA VIAGEM. SEMPRE FALTA ALGO. REUNIMOS AS ATRAÇÕES BÁSICAS E IMPERDÍVEIS PARA UM ROTEIRO DE ESTREIA – E TAMBÉM PARA VOLTAR VÁRIAS VEZES.

Para quem está chegando agora ou quer apenas matar a saudade dos postais, a melhor dica é começar explorando o sul da ilha de Manhattan, área da cidade que passou por mais transformações nos últimos anos. A região de Lower Manhattan está inteiramente refeita. Lojas, bares e restaurantes vizinhos ao World Trade Center tiveram tempos difíceis na década passada. Após a queda das torres, 16 anos atrás, o bairro virou um imenso canteiro de obras.

Hoje as fundações dos dois edifícios são ocupadas por duas imensas piscinas com quedas d’água que formam o Memorial do 11 de Setembro. Entre uma e outra fica o Museu do 11 de Setembro, que relata os atentados de maneira sóbria e emociona ao recuperar histórias de vidas de vítimas e sobreviventes. Tudo demasiadamente humano e comovente.

  • Uma das piscinas do Memorial do 11 de Setembro

Ao lado da piscina que representa a Torre Norte está o gigante One World Trade Center, edifício de 541 metros de altura inaugurado em 2015. No topo dos três últimos andares fica o observatório panorâmico, batizado de One World Observatory, com imensas janelas envidraçadas que permitem vista de 360 graus para Manhattan e além. É uma das três paisagens inesquecíveis de Nova York vista do alto.

Um novo comércio surgiu na região. O Brookfield Place, em frente ao One World, tem uma boa coleção de lojas e restaurantes, entre eles um animado PJ Clarke’s on the Hudson. Não deixe de dar uma passada no Le District, uma espécie de mini Eataly à francesa. Desde o mês passado, o Brookfield oferece também um rinque de patinação no gelo. O próprio Eataly, que faz imenso sucesso em seu endereço original, no Flatiron District, abriu ano passado uma filial em Lower Manhattan. O novo endereço está perto do One World e também da histórica Trinity Church. Em sua terceira versão, o prédio atual da igreja data da primeira metade do século 19.

  • O Brookfield Place, em frente ao One World Trade Center, reúne lojas de grife e bons restaurantes com vista para o Rio Hudson

A região ganhou também novos hotéis, entre eles os luxuosos Four Seasons e The Beekman, nos arredores do New York City Hall, a prefeitura. Ambos têm bons bares e restaurantes abertos ao público. Nos dois casos, os bares são mais interessantes. No Four Seasons Downtown fica o Cut, do chef Wolfgang Puck, com um bar bonito e gostoso para um drinque no final do dia. The Beekman Thompson Hotel está perto dali, em um lindo prédio histórico. Tem dois restaurantes: Temple Court, do chef Tom Colicchio, e a brasserie Augustine, do restaurateur Keith McNally, mesmo dono do concorrido Balthazar, no SoHo.

Ainda melhor é o bar do Temple Court. O ambiente é incrível, com imensos armários com portas de vidro repletos de livros, sofás e poltronas revestidos em couro ou veludo, tapetes e um grande balcão em madeira escura debaixo de uma claraboia muito fotogênica que coroa um átrio vitoriano de nove andares. Vale a parada em qualquer momento do dia, mesmo que apenas para um café ou chá. Há pratos leves para acompanhar.

No extremo sul de Lower Manhattan, o Battery Park oferece ótimas vistas para a Estátua da Liberdade. Para outros ângulos do monumento, faça um dos passeios da Circle Line pelo Rio Hudson. É mais divertido do que ir até a estátua. Os barcos partem do píer da Rua 42. Uma sugestão: escolha o roteiro que sai no início da noite, o Harbor Lights Cruise. Na ida, você aprecia o skyline da cidade ainda com um finzinho de luz do dia. Na volta, os prédios já estarão com as luzes acesas. Este roteiro noturno é suspenso durante os meses de janeiro e fevereiro. Neste caso, a opção é um cruzeiro que circula a estátua, o Liberty Cruise, garantindo as melhores fotos.

  • Para entrar no monumento, é importante comprar o ingresso com antecedência pela internet

Depois de aproveitar as novidades de Lower Manhattan e admirar Nova York do alto do One World Trade Center, é hora de comparar as vistas do topo para escolher a sua preferida. Os clássicos mirantes do Empire State Building e do Rockefeller Center continuam imbatíveis. O Empire State oferece panoramas de Manhattan desde seus observatórios panorâmicos no 86º e no 102º andares. Mas é possível dizer que a melhor paisagem é a do Top of The Rock, entre os andares 67 e 70 do Rockefeller Center, com o Central Park esparramado de um lado e a cidade e seus arranha - céus, inclusive o Empire State e o One World, do outro.

  • O Central Park, Upper Manhattan, Harlem e o Rio Hudson vistos do Top of the Rock, observatório panorâmico do Rockefeller Center

Em Midtown, o Empire State combina com diversos outros passeios fundamentais. Ao sul ficam o Flatiron Building e o Eataly. A gigantesca loja da Macy’s, com suas famosas vitrines decoradas em dezembro, também está bem perto. Rumo ao norte se chega ao Bryant Park, com mais um rinque de patinação no gelo, e o Grand Central Terminal, que você logo vai reconhecer do cinema. Para recuperar a energia ou fugir um pouco do frio, tanto o Eataly quanto a Grand Central Station oferecem bons bares e restaurantes. Anote dois endereços: a cervejaria do Eataly, Birreria, que fica em um terraço coberto, e o tradicional Oyster Bar, na Grand Central, renovado há poucos anos.

  • Uma das maiores lojas de departamento do mundo, a centenária Macy's é também um ponto turístico de Nova York

O Rockefeller Center fica na Quinta Avenida, em outra área repleta de boas atrações. Além do observatório panorâmico, fica ali o rinque de patinação no gelo mais concorrido da cidade. E a árvore de Natal mais famosa. Logo em frente está a St. Patrick’s, catedral em estilo neogótico erguida na segunda metade do século 19. Ao norte ficam o Museum of Modern Art (MoMA) e sua ótima loja de objetos de design, o Central Park e o Columbus Circle, endereço do Time Warner Center, com lojas e restaurantes. Para uma refeição rápida, a Bouchon Bakery, do premiado chefe Thomas Keller, é uma ótima pedida. O Plaza Hotel, um prédio centenário em frente ao parque, abriu um food hall também com boas opções para almoços leves há alguns anos.

  • O famoso rinque de patinação no gelo do Rockefeller Center funciona entre outubro e abril e tem capacidade para 150 patinadores

Para um drinque, a sugestão é o novo bar do hotel Mandarin Oriental, The Aviary, em Columbus Circle. Só a vista do 35º andar, de frente para o Central Park, já justifica a visita. Mais adiante, no Upper West Side, fica o Museu de História Natural, programa imperdível para quem viaja com crianças.

Do outro lado do parque, no Upper East Side, estão dois dos museus mais famosos da cidade: o Metropolitan e o Guggenheim. O Metropolitan não pode ficar de fora de um primeiro roteiro. A grande exposição desta temporada é uma retrospectiva do artista britânico David Hockney. Se só tiver tempo para uma mostra em Nova York, que seja esta. Uma vez no Met, não deixe escapar a oportunidade de ver de perto um templo egípcio. O Templo de Dendur, reconstruído, pedra por pedra, há 50 anos, fica em uma das alas mais bonitas do museu, com paredes de vidro que deixam passar a luz externa.

  • Estátuas egípcias em torno do Templo de Dendur, uma das áreas mais bonitas do Metropolitan Museum, no Upper East Side

De volta a Midtown, a Times Square é a região mais célebre da cidade, e também a mais tumultuada. Ninguém resiste a fazer uma foto com os letreiros luminosos ao fundo. Para os fãs de futebol americano, acaba de ser inaugurada a NFL Experience. É na Times Square que fica a maioria dos grandes teatros de Nova York – e assistir a um musical da Broadway é uma experiência única. Os ingressos podem ser comprados com antecedência pela internet. Ou tenta-se a sorte no quiosque da TKTS, em plena praça, onde são vendidos tíquetes para o mesmo dia, com desconto.

  • Times Square, a praça mais cheia de cores, luzes e gente em toda Nova York

Para quem prefere jazz à Broadway, o Birdland é um ótimo clube, na esquina da Oitava Avenida. Há dezenas de restaurantes na área, e muitos são armadilhas para turistas. Uma aposta segura é o Carmine’s, com pratos de massa bem servidos e que podem (e devem) ser divididos.

  • A movimentada Rua 42 liga a região de Times Square ao Bryant Park

Se sobrar um dia na sua programação e o tempo estiver bom, volte para o sul da ilha e aproveite para passear em Chelsea e no SoHo. No SoHo, o programa é bater perna de loja em loja, bar em bar, restaurante em restaurante. Escolha o que parecer mais simpático. Ou tome logo o rumo do Balthazar, sempre cheio e animado.

  • SoHo: fachadas em tijolinhos e lojas de rua em um dos bairros mais bonitos da cidade

Em Chelsea fica o High Line, parque suspenso em uma antiga linha de trem. Na ponta sul está o novo prédio do Whitney Museum, de arte contemporânea americana, com um restaurante bom e bonito, o Untitled. Outra boa opção perto é o Standard Grill, embaixo do High Line. O Chelsea Market reúne dezenas de estandes de comes e bebes e tem um ótimo restaurante, o Giovanni Rana. Dica para os “Applemaníacos”: as lojas da Apple em Chelsea e no SoHo são menos confusas que a da Quinta Avenida, perto do Central Park.

  • Para um passeio no parque em dia de neve, escolha o Central Park, que fica lindo todo coberto de branco

Uma última sugestão para quem vai estrear em Nova York no inverno: as temperaturas podem chegar a 20 ºC negativos. Não é sempre que acontece, mas é bom estar preparado para não deixar uma nevasca atrapalhar o programa. As filiais da loja japonesa Uniqlo são dos melhores lugares para comprar roupas térmicas, como blusas e meias, além de luvas, gorros, suéteres e casacos (quentes, mas leves no peso). As roupas são básicas, esquentam bem e têm preços pagáveis. Há um endereço na Quinta Avenida, perto do Rockefeller Center, e outro na Rua 34, entre o Empire State e a Macy’s. Se o frio vier com tudo, aqueça-se e divirta-se na neve.

Carla Lencastre
Carla Lencastre
Colaboradora
Carla Lencastre é jornalista especializada em estilo de vida, gastronomia, turismo e viagens. Editou por uma década a revista e o site de viagens do jornal carioca “O Globo”.

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