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Domingo, 19 de Novembro de 2017

À MESA EM BOGOTÁ

RESTAURANTES PREMIADOS DA CAPITAL COLOMBIANA REVELAM SEUS DOTES GASTRONÔMICOS, HARMONIZANDO INGREDIENTES LOCAIS COM TÉCNICAS MODERNAS DA ALTA GASTRONOMIA.

A América do Sul entrou no mapa mundial da gastronomia com a nova cozinha peruana. O Brasil tem sido cada vez mais reconhecido. Agora chegou a vez da Colômbia. No final de outubro, Bogotá sediou pela primeira vez a cerimônia de entrega de prêmios do Latin America’s 50 Best Restaurants. Um mês antes, em setembro, a colombiana Leonor Espinosa foi eleita a melhor chef mulher da América Latina pelo mesmo prêmio. Nascida em Cartagena, no Caribe colombiano, ela hoje comanda três casas na capital.

O que o prêmio organizado pela revista britânica “Restaurant” tem de prestigioso, tem também de polêmico. Muitas escolhas são criticadas, principalmente na lista de melhores restaurantes do mundo. Mas poucos discordam que a relação de premiados, além de reconhecer casas consagradas, cria tendências. É o caso da cozinha colombiana moderna. Bogotá é uma metrópole sul-americana cheia de encantos, que justificam muito mais do que uma escala no caminho do Caribe. Com novos restaurantes e cafés, o roteiro ganha em sabor.

Leo Cocina y Cava é a principal casa de Leonor Espinosa, uma das chefs mais famosas do país. Em pouco mais de dez anos recebeu diversos prêmios, e em 2016 ocupava a 16ª posição na lista dos 50 melhores da América Latina. Sua cozinha valoriza produtos colombianos em pequenas porções e apresentação caprichada em menus degustação ou à la carte, harmonizados ou não, inclusive com drinques sem álcool.

Com a variedade de ecossistemas do país, é possível ter em um mesmo prato caranguejo e baunilha ou vieiras e abacate, acompanhados de outros ingredientes menos conhecidos. O café, parte importante da experiência gastronômica na Colômbia, vem de uma comunidade de descendentes africanos estabelecida em Guamal, região cafeeira do país. A responsável  pelas harmonizações e pelos vinhos é a sommelière Laura Hernández Espinosa, filha da chef.

Leo Espinosa assina ainda o cardápio do Misia, mais descontraído. Com menus mais amplos e ênfase na cozinha caribenha natal da chef, o Misia tem dois endereços. Um fica bem perto do Leo, no Centro da cidade, ao lado do Museu Nacional da Colômbia e sua grande coleção de arte e arqueologia. O outro se encontra na Zona G, mais ao norte.

A Zona G, área financeira e comercial, concentra vários bons restaurantes. Um deles é o Criterion, comandado pelos gêmeos Jorge e Mark Rausch. De cozinha francesa, está na lista de 2016 de Latin America’s 50 Best Restaurants. El Cielo, de cozinha colombiana moderna, é outra casa premiada na região. O chef Juan Manuel Barrientos serve menus degustação em pequenas porções, com muitos passos, espumas e nitrogênio líquido. Cardápio perfeito para agradar aos fãs de cozinha molecular.

Harry Sasson, também na lista 2016 de melhores da América Latina, leva o nome do chef que talvez seja hoje o mais famoso do país. Com outros restaurantes na capital, Sasson faz uma cozinha internacional de alta qualidade. Entre suas casas mais informais está o Club Colombia, na Zona T, região ao norte da capital, que reúne bares e restaurantes sempre movimentados e centros comerciais  com lojas de grife, como Andino, Atlantis Plaza e El Retiro.

No Club Colombia, o foco é a cozinha do país em receitas tradicionais. O menu vai de arepas (espécie de pão feito com milho) e empanadas a carnes grelhadas. Outro clássico da área é o Andrés DC, filial menor do famoso e animado Andrés Carne de Res, que fica nos arredores da cidade e também aparece na edição 2016 do Latin America’s 50 Best Restaurants. Matriz e filial têm música ao vivo, decoração teatral, carnes grelhadas e acompanhamentos tradicionais entre dezenas de opções em um extenso cardápio.

Para ver (e provar) produtos colombianos antes de serem transformados pelos chefs, o endereço é a Plaza de Mercado de Paloquemao, que traz os produtores locais à capital diariamente. Um dos maiores e mais antigos mercados da cidade, Paloquemao fica um pouco afastado das áreas mais turísticas, a uns 30 minutos de carro do Centro. É um programa único, bom para experimentar a autêntica comida de rua colombiana.

Para começar bem, peça uma arepa acompanhada de suco fresco de alguma fruta local. São muitas, diferentes das brasileiras, e experimentá-las faz parte do programa. Além de passear entre frutas, legumes e verduras, reserve tempo para as flores. A Colômbia é um dos maiores exportadores mundiais de flores, e uma visita ao mercado dá uma boa ideia da variedade desta produção.

A Colômbia é também um dos maiores produtores mundiais de café. Não por acaso, muitos dos bons restaurantes  dispõem de uma carta específica de café. Há cafeterias especializadas em degustação, as catas de café. Uma delas é a Arte y Pasión, no Centro Histórico. O dono é o barista Antonio Romero, que representa o país em diversos campeonatos internacionais. No Arte y Pasión há 20 tipos de grãos de cafés especiais provenientes de fazendas de diferentes regiões do país. Além de preparar os melhores cafés, Antonio também é especialista em decorar a bebida e faz apresentações de desenhos com espuma de leite em cappuccinos.

A GENTE NÃO QUER SÓ COMIDA

Bogotá está a 2.640 metros acima do nível do mar. Para ter uma ideia da imensidão da cidade de oito milhões de habitantes é preciso subir um pouco mais. O Cerro de Monserrate, a 3.152 metros de altitude, é o principal ponto turístico da capital. Dá para chegar ao topo de teleférico, de funicular ou mesmo caminhando. No alto do morro, um santuário religioso, cafés e restaurantes fazem companhia à vista panorâmica. Casa Santa Clara, restaurante tradicional, está lá há quase 40 anos. Mais recentemente, no boom das cafeterias especializadas em café de qualidade, abriu uma loja com grãos especiais colombianos.

O Centro Histórico de Bogotá se espalha aos pés de Monserrate. A região histórica da Candelária é para bater perna sem compromisso pelas ruas estreitas de paralelepípedos e casas coloridas, entrar nas lojinhas, ver os desenhos que  colorem os muros do berço da cidade. A Igreja da Candelária, por exemplo, foi construída entre os séculos 17 e 18. No entorno da Plaza Bolívar, surgida na primeira metade do século 16 e hoje um dos cartões-postais da capital, a arquitetura colonial de construções imponentes dá o tom. A primeira catedral da cidade, erguida no início do século 19, é um dos prédios da praça. O Centro Histórico de Bogotá é também o centro político do país e há vários prédios públicos na região. Muitos dos bons museus de Bogotá estão nesta área.

No Museo Botero há dezenas de obras de Fernando Botero, claro, mas também de outros artistas que fazem parte de sua coleção pessoal. O Museu do Ouro, com milhares de peças do período pré-colombiano e considerado um dos melhores do mundo, é imperdível. Ou, como dizem os colombianos quando querem elogiar algo, chévere. Assim como toda a cidade.

ONDE FICAR

Além de restaurantes e cafés cada vez melhores, Bogotá também assiste a um na hotelaria de luxo. O grupo americano Hyatt abre em breve seu Grand Hyatt Bogotá, com 373 quartos. Será o principal lançamento da empresa na América Latina, no primeiro semestre de 2018. A luxuosa rede canadense Four Seasons, que chega a São Paulo em 2018, inaugurou ano passado dois hotéis em Bogotá, cada um com pouco mais de 60 quartos. Um deles, Casa Medina, fica na Zona G. O outro fica ao norte da Zona T.

Outra opção de hospedagem na região norte da cidade é o moderno Hotel B3 Virrey, mais casual e com ênfase em design. Fica perto do Parque El Virrey e a uns dez minutos de caminhada da Zona T. Ainda mais ao norte encontra-se o W Hotel, aberto há três anos. Com 168 quartos, foi o terceiro hotel com esta bandeira de luxo da Marriott na América Latina, depois de Cidade do México e Santiago.

Carla Lencastre
Carla Lencastre
Colaboradora
Carla Lencastre é jornalista especializada em estilo de vida, gastronomia, turismo e viagens. Editou por uma década a revista e o site de viagens do jornal carioca “O Globo”.

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