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Segunda-feira, 23 de Outubro de 2017

CAROL CASTRO ESTÁ GRÁVIDA DE TRÊS MESES DA PRIMEIRA FILHA. MESMO COM O INTERVALO NA CARREIRA QUEVEM PELA FRENTE, A ATRIZ FAZ PARTE DO ELENCO DA SÉRIE “CARCEREIROS” E DO FILME “O JUÍZO”, COM ESTREIASPREVISTAS PARA O SEGUNDO SEMESTRE.

Ela já foi rainha de bateria da escola de samba Salgueiro e presença constante na Sapucaí, encantando jurados e público com seu samba nota 10 e sua alegria contagiante. Este ano, porém, o carnaval de Carol Castro será bem diferente. A atriz, que completa 33 anos em março, está grávida da primeira filha.

A notícia surpresa em plena noite de Natal foi bastante comemorada e acabou afastando Carol temporariamente da TV. Ela estava escalada para a novela das 23h na TV Globo, “Os Dias Eram Assim”, mas decidiu se dedicar integralmente ao papel de mãe, o que não significa que ficará muito tempo longe de suas personagens. Ela é uma das atrizes convidadas da série “Carcereiros” e, em novembro, volta aos cinemas com o suspense “O Juízo”, dirigido por Andrucha Waddington.

Mesmo no início da gravidez, Carol já exibia uma leve barriguinha quando chegou ao Gran Meliá Nacional Rio de Janeiro, único hotel no mundo projetado por Oscar Niemeyer. Da suíte com janelão para uma vista arrebatadora da praia de São Conrado, a atriz lembra a rotina frenética que antecedeu a descoberta da gravidez. “Passei novembro e dezembro trabalhando intensamente. O filme do Andrucha é de terror, então eu corria, caía na lama, levantava, e achava o cansaço normal”, conta.

A “ficha” da gestação ainda está caindo, afirma Carol, que usa a palavra plenitude para definir este momento. “Será uma experiência  única”, orgulha-se. “Estamos nos adaptando a esta nova realidade, mas estou adorando. Escutar um coraçãozinho batendo dentro de mim é algo único. É mágico”, define a mãe coruja.

Ao seu lado, Carol tem a companhia do namorado, o carioca Felipe Prazeres. Eles já se conheciam há mais de uma década, através de uma amiga em comum, mas se aproximaram recentemente. “Nos cruzamos várias vezes em 15 anos e sempre existiu uma admiração”, conta. “Calhou de a gente finalmente se encontrar em um momento em que os dois estavam solteiros. Aí ficamos juntos e não nos largamos mais!”

Primeiro violinista da Orquestra Petrobras Sinfônica e maestro- assistente do lendário Isaac Karabtchevsky, Felipe abriu as portas de um novo universo para Carol. De rainha de bateria, ela virou embaixadora da música clássica, acompanhando o namorado em diversos concertos. “Sempre fui apaixonada por música. Em casa, a gente ouvia música clássica por conta do meu avô materno. É um universo realmente muito mágico, que alimenta a alma.”

CAROL EM CENA

A música também esteve presente no último trabalho de Carol Castro na TV. Em 2016, ela interpretou a cantora Iolanda em “Velho Chico”, vivida por Christiane Torloni na segunda fase. “Foi um desafio cantar na frente de todo mundo”, relembra. “A Iolanda foi um divisor de águas na minha vida, meuniverso realmentetransformou. Ela era uma mulher muito forte, verdadeira. Tinha essa coragem, essa entrega sem freios ao amor, algo tão bonito e ao mesmo tempo tão raro.”

Outro trabalho intenso deve ir ao ar em breve. Na série “Carcereiros”, inspirada no livro homônimo de Drauzio Varella, Carol interpreta a esposa de um detento (Jonathan Haagensen) que luta boxe e consegue autorização para competir fora do presídio. “A Valéria é o alicerce da relação. Uma mulher que está sempre ao lado do marido, apesar dos muros e das grades, apesar do preconceito na comunidade.”

A série de 12 episódios explora o problemático sistema penitenciário brasileiro. “Visitei um presídio para saber por onde as mulheres passam na revista, entrar naquele pátio cinza, passar por várias celas, trocar olhares com os presos. Foi um choque de realidade, um grande soco no estômago.”

No segundo semestre tem mais. Depois de várias comédias, a atriz encarou protagonizar um filme de terror sobrenatural. Em “O Juízo”, uma família se muda para uma fazenda abandonada e eventos sinistros acontecem, revelando uma trama de vingança de mais de 200 anos. A ideia pode até soar clichê, mas o filme reserva surpresas – quem assina o roteiro é a sempre genial Fernanda Torres.

“O final é simplesmente arrebatador”, empolga-se. “Quando li o roteiro e deu a virada, pensei: ‘Não estou acreditando!’ Estou louca para ver o resultado”, conta Carol. Nas gravações em Ipiabas (RJ), quase na divisa com Minas Gerais, a atriz teve que correr na lama, cair da escada e muito mais. Mas tudo valeu a pena. O filme, previsto para novembro, conta com Fernanda Montenegro, Lima  Duarte, Fernando Eiras, Felipe Camargo e até o rapper Criolo.

“Eu estava com uma vontade imensa de um desafio com ‘D’ maiúsculo. Esse filme foi tudo o que eu sempre quis. Trabalhar com o Andrucha, com a Fernanda Montenegro pela primeira vez... Foi a realização de um sonho”, afirma, revelando seu lado tiete. “A Fernanda é um ser iluminado”, elogia. “A gente filmando na lama, um frio de 8 graus e ela lá, com um sorriso de orelha a orelha!”, lembra.

FORÇA DA PERSISTÊNCIA

O destino de Carol Castro sempre foi ser atriz. Sua mãe, a terapeuta Cecília Castello Branco, adora contar que invadiu os ensaios do espetáculo “Pererê” para anunciar ao marido, o ator e diretor Luca de Castro, que estava grávida. “Eu achava que era conversa de mãe, dando aquela floreada básica. Mas sei que é verdade porque a Andrea Cavalcanti, preparadora de elenco, estava lá e confirmou a história”, garante, divertindo-se com o episódio.

Carol cresceu na coxia do teatro. Ela tinha 9 anos quando estreou com o projeto “Terror na Praia”. Era a caçula da companhia, atuando ao lado do pai e de atores experientes.

“Um dos meus primeiros papéis foi uma vampirinha, em ‘Nosferatu’. E meu primeiro papel com fala foi Maria, em ‘Frankenstein’. Mas no primeiro dia eu travei, não falava de jeito nenhum, e só dei uma florzinha para ele”, ri.

De tanto acompanhar o pai, Carol decidiu ser atriz. A paixão pela arte foi mais forte que o desejo de ser astrônoma ou arqueóloga. Mas a carreira da atriz mirim ainda levou um tempo para deslanchar. Ela se mudou com a mãe para Natal (RN) e depois para Bauru (SP), onde viveu sua fase roqueira: pôs piercing, fez tatuagem, pintou o cabelo de rosa, de azul e decorou as letras do Nirvana.

De volta ao Rio de Janeiro, Carol correu atrás de seu sonho. Aos 16 anos, fez incontáveis testes para comerciais (“passei em poucos”) e se inscreveu em várias produtoras. Paralelamente, tentou as faculdades de Cinema e de Artes Ciências, sem sucesso. Cursou Jornalismo, mas desistiu (“achei muito chato, muito blá-blá-blá”). Cogitou Licenciatura em Dança, mas não tinha formação em balé clássico. Foi só na base da insistência que Carol chegou lá.

A atriz iniciante se envolveu em uma nova montagem de “Terror na Praia”, que virou “Terror em Copacabana”. Mas um juiz multou a companhia e proibiu que a atriz menor de idade participasse da produção. Ao notar a filha deprimida, Luca de Castro convidou Carol para ser sua assistente no filme “O Caminho das Nuvens”. O diretor Vicente Amorim viu a jovem nos bastidores e deu a ela um pequeno papel.

Mas a virada aconteceu quando Carol desafiou a lei. De tanto insistir, ela voltou ao palco com “Terror em Copacabana”, contrariando a ordem judicial. “Se alguém do juizado aparecer, você some daqui”, aconselharam. E foi lá que a atriz foi descoberta. O produtor Luiz Antônio Rocha assistiu à peça e levou Carol para uma reunião na Globo. “Ainda bem que insisti com a companhia. Eu estava crente que seria mais um teste, mas já era para fazer a Gracinha.”

A novela “Mulheres Apaixonadas”, de 2003, fez a jovem atriz ganhar projeção nacional imediata. Com olhos castanhos expressivos e sorriso contagiante, Carol virou capa de revista e emendou uma série de novelas nestes últimos anos.

BLOCO DA TRANQUILIDADE

O encanto de Carol Castro ficou bem claro durante a sessão de fotos em São Conrado. Bastava se posicionar diante das câmeras que a atriz brincalhona, quase moleca, se transformava em mulherão.

Apaixonada pelo Rio de Janeiro, agora Carol terá mais tempo para aproveitar seus cantinhos prediletos na cidade. “Gosto muito do Jardim Botânico e do Parque Lage. É para lá que eu vou quando quero andar descalça na grama.” Amante da natureza e do mar, ela indica ainda a paradisíaca praia de Grumari e o clássico pôr do sol no Arpoador.

Fora da rotina de ensaios e gravações pela primeira vez em quase 15 anos, Carol também poderá se dedicar aos quatro cachorros (dois golden retrievers, um labrador e um cane corso) e aos três gatos que tem em casa. “Gosto muito de ficar em casa curtindo meus animaizinhos, de ver um filme, uma série. Reunir amigos para uma bagunça musical.”

Depois de tantos carnavais na Sapucaí, desta vez o coração vermelho e branco da salgueirense estará voltado para a filha. “Cheguei a ensaiar com 40 graus de febre. Tenho um carinho imenso pelo Salgueiro. Mas, desta vez, o carnaval vai ser recluso total”, conta. “Vou fugir para a fazenda de algum amigo, fazer alguma coisa light. A barriga já vai estar um pouquinho maior. Neste ano, vou sair no ‘bloco da tranquilidade’”, completa, com uma bela risada.

POR. FELIPE SEFFRIN
FOTOS. ANDRÉ NICOLAU

Felipe Seffrin
Felipe Seffrin
Colaborador

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