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Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

NOVA YORK ALÉM DO BÁSICO

ALGUMAS ATRAÇÕES DA CIDADE MAIS POPULOSA DOS ESTADOS UNIDOS SÃO FAMOSAS ATÉ EM FILMES, COMO A TIMES SQUARE E O CENTRAL PARK. MAS NOVA YORK ESCONDE BAIRROS MAIS AFASTADOS DO CENTRO DA ILHA QUE VÊM TRANSFORMANDO A CENA TURÍSTICA E MERECEM ENTRAR NO ROTEIRO DE QUEM JÁ ANDOU BASTANTE PELOS ENDEREÇOS ESSENCIAIS.

LONG ISLAND CITY (LIC)

Antigo bairro industrial, Long Island City, ou simplesmente LIC, é um pedacinho do gigante distrito Queens que ganhou apelo cool nos últimos anos. Armazéns abandonados viraram galerias de arte, lojas e condomínios e agora reúnem artistas e intelectuais – e menos de dez minutos de metrô separam o bairro da movimentada Quinta Avenida.

  • A curiosa mescla de estilos arquitetônicos em LIC se dá nas casas, prédios públicos e também nas igrejas

O Socrates Sculpture Park é exemplo dessa transformação. Um antigo aterro abandonado deu vida a um museu a céu aberto, com um imenso parque de esculturas em grande escala com vista para Manhattan. O renascimento da área também impulsionou a hotelaria, atraindo mais de 20 hotéis para abrir suas portas por lá nos últimos tempos – muitos deles com belíssimas vistas para o skyline do outro lado do Rio East, com preços significativamente menores e até traslado diário e grátis para a ilha de Manhattan.

Com o tempo, centros de arte decidiram se instalar por ali também, como a Dorsky Gallery, o teatro experimental Chocolate Factory e o  LaGuardia Performing Arts Center. Deu tão certo que depois foi a vez do nova-iorquino Museu de Arte Moderna (MoMA), um dos mais importantes do mundo, escolher Long Island City para abrir sua primeira filial, o MoMA PS1.

  • Interior da Dorsky Gallery, com suas mostras contemporâneas

Desde 2013, o novo museu, focado em mostras de artistas contemporâneos emergentes, atrai cerca de 200 mil visitantes por ano. Lojas, estúdios e brechós fora do óbvio também fazem de LIC um programão para quem busca peças únicas. O bairro tem um mercado de artesanato e comida aos finais de semana, o LIC Flea & Food, sempre imperdível e pertinho do MoMA PS1.

  • O próprio MoMA PS1 é composto de prédios de estilos bem diferentes, do clássico ao contemporâneo

Os estabelecimentos vizinhos são tão descolados quanto: cafés cheios de charme, bares de vinhos e até cervejarias artesanais, como a Alewife Queens, justificam uma visita sem pressa. E ainda tem grafites cobrindo galpões e armazéns do 5Pointz Arts Center, fachadas neoclássicas por toda parte, belos espaços públicos, como a Gantry Plaza, restaurantes de cozinhas do mundo todo e disputados rooftops durante o verão fazendo com que cada vez mais pessoas se hospedem por lá – em vez de apenas investir em um passeio de um dia.

WASHINGTON HEIGHTS

Quem já conhece mais de Nova York sabe que o norte de Manhattan tem uma das atrações mais fascinantes da cidade: o Met Cloisters, um braço do Metropolitan Museum of Art dedicado à arte e à arquitetura medieval, instalado no alto de uma colina próxima ao Rio Hudson. Mas o bairro também guarda o local que serviu de quartel-general para George Washington no outono de 1776 e concentra uma imensa população imigrante vinda de diversos cantos do mundo ao longo do último século.

  • Os imperdíveis Met Cloisters, instalados à beira do Rio Hudson

O belo Fort Tryon Park, doado para a cidade nos anos 1930 pelo empresário Rockefeller e hoje famoso por ser cenário de fotos de noivos pós-casamento, é programa para caminhadas, piqueniques e até escalada por suas formações rochosas. O passeio pode terminar com drinks nos vizinhos New Leaf Restaurant & Bar ou no La Marina, e até emendar a noite no icônico club Arka Lounge. Outra boa opção é conferir uma apresentação no United Palace, teatro com detalhes arquitetônicos propositalmente confusos, que já recebeu gênios, como Bob Dylan.

  • Bares à beira-rio em Washington Heights ganham jeito de bares à beira-mar no verão nova-iorquino

Como quase tudo por ali gira em torno da boa mesa, dá para se divertir pelas lojas do bairro, entre as quais o mercado russo Moscow on the Hudson e as lojas de vinhos Cabrini Wines e Vines on Pine. As compras etílicas e gastronômicas não têm fim, tampouco as indicações de boas comidas. Aposte sem medo nas premiadas tortas e cannolis da Carrot Top Pastries e nos encorpados cafés da X Caffe, que curiosamente ocupa o mesmo local em que o ativista Malcolm X foi assassinado em 1965.

FOREST HILLS

Este é mais um bairro do Queens cheio de personalidade própria. Originalmente residencial e de inspiração britânica, Forest Hills tem tulipas (muitas tulipas) em seus jardins e praças. Grandes nomes da música, como Paul Simon, Art Garfunkel e os Ramones cresceram nessa região, que serviu de sede para o US Open de tênis por muitos anos e testemunhou o grande discurso do ex-presidente Roosevelt há mais de cem anos.

Apesar de estar a menos de 15 km da Times Square, Forest Hills tem casas de tijolinhos à vista e pequenos negócios, como pizzarias, padarias familiares, docerias e livrarias, que parecem ter parado em alguma década de meados do século passado.

  • Forest Hills reúne bons cafés e bares de vinhos, como o Keuka Kafe

A Eddie’s Sweet Shop tem até uma caixa registradora dos anos 1920 em pleno funcionamento e a estação de trens parece não ter sofrido uma única alteração em mais de cem anos. Rodeada por lagos e parques, Forest Hills chega a ser bucólica e silenciosa, mesmo com a Big Apple correndo a todo vapor tão perto dali. Brechós se enfileiram em algumas quadras do bairro, incluindo paraísos de compras de roupas e acessórios vintage, como a Soleil. E, sendo o bairro onde o personagem do Homem-Aranha, Peter Parker, teria passado sua adolescência, nada mais justo do que ser terreno fértil para livrarias e comic shops, como a imperdível Royal Collectibles, localizada na Metropolitan Avenue.

Como toda boa vizinhança conhecida por ser descolada, despontam bistrôs, restaurantes de cozinha étnica e bares de vinho, como o Danny Brown e o Keuka Kafe. Mais ao sul do bairro, Forest Park faz um contraponto com quase 540 acres de cerejeiras e carvalhos, além de um imenso e excelente campo de golfe

OUTRAS VIZINHANÇAS PARA FICAR DE OLHO

Quem tem mais tempo na cidade e já está acostumado a decifrar os segredos das vizinhanças nova-iorquinas também deve espiar Sugar Hill, que já foi residência de músicos, como Duke Ellington. A região ganhou este nome durante o chamado “renascimento do Harlem”, pois dizia-se que a vida era doce para os afro-americanos que viviam no bairro. Hoje a vibe é de lojas fora do óbvio, bons restaurantes, docerias e cafés frequentados principalmente por moradores.

Já Mount Morris Park, na região central do Harlem, preserva sua arquitetura e tem a história ligada aos nativos americanos e às guerras civis. Com ruelas do século 19 praticamente intactas, o bairro tem uma cena inimaginável para uma cidade sempre em ebulição como Nova York.

  • No South Bronx, um passeio pelo Bronx Heritage Field

Mais ao norte do mapa, o South Bronx é lar do estádio dos Yankees e de gênios, como Edgar Allan Poe. Diferentemente do que se pensa, o zoológico do Bronx não é sua única atração. A região presenciou o nascimento do ritmo hip-hop e exibe murais da época da Depressão no meio de outras manifestações de arte de rua contemporâneas.

Até North Shore, em Staten Island, pode parecer distante à primeira vista – afinal, é necessário pegar um barco para chegar lá. Mas vale saber que o bairro oferece inúmeras atrações, sobretudo culturais, incluindo o Snug Harbor Cultural Center & Botanical Garden. Construído em 1800 para ser casa de marinheiros aposentados, o local tem 23 edifícios históricos e nove jardins botânicos distribuídos em uma área de 33 hectares, mostrando que Nova York definitivamente vai muito além do Central Park.

Mari Campos
Mari Campos
Jornalista
Mari Campos é jornalista, apaixonada por viagens. Trabalha exclusivamente como freelancer especializada há mais de 13 anos, escrevendo sobre o tema para jornais e revistas de oito países.

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