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Domingo, 17 de Dezembro de 2017

TEMPO BOM PARA PATRÍCIA POETA

APÓS FAZER CARREIRA NA TELEVISÃO PASSANDO DE “MOÇA DO TEMPO”
À APRESENTADORA DO “FANTÁSTICO” E DO “JORNAL NACIONAL”, PATRÍCIA POETA FOI SE REINVENTAR, ASSUMINDO PROGRAMAS DE ENTRETENIMENTO E CONQUISTANDO O PÚBLICO E A CRÍTICA COM SEU CARISMA ONDE QUER QUE VÁ.

Um nevoeiro incomum cobria a maior parte do Rio de Janeiro naquela manhã de maio. O aeroporto Santos Dumont estava fechado, o trânsito complicado, a praia vazia com ondas enormes quebrando na areia. Fosse 17 anos antes, Patrícia Poeta estaria de pé, antes das 4 da manhã, provavelmente conversando com meteorologistas para explicar o fenômeno atípico.

A “moça do tempo”, que tinha acabado de sair de Porto Alegre para começar a carreira em São Paulo, entraria ao vivo no estúdio diante de imagens das filas de passageiros nos aeroportos. E talvez sequer pensasse que, quase duas décadas depois, largaria a rotina das notícias diárias para se dedicar ao entretenimento. Aos 40 anos, a Patrícia Poeta de 2017 vive outra fase e agora pode ser maquiada com calma para uma sessão de fotos enquanto Copacabana segue coberta pela neblina.

Essa postura não veio de uma hora para outra. A jornalista tomou novo rumo na carreira há dois anos e meio. Como editora-executiva e apresentadora do “Jornal Nacional”, um dos postos de maior destaque da imprensa brasileira, Patrícia vislumbrou novas possibilidades e agarrou-as com “as mãos, os pés, com tudo”, como ela mesmo diz. “Foi um passo ousado, mas, depois de atingir um lugar bacana no jornalismo, achei que precisava recomeçar, me reinventar. Se não fizesse naquele momento, talvez não acontecesse mais”, conta.

Não foi a primeira vez que a gaúcha de São Jerônimo se arriscou para evoluir profissionalmente. Aos 23 anos, recém- formada e com experiência apenas em jornais locais, mandou fitas para a Rede Globo, em São Paulo, pleiteando uma vaga. Foi assim que conseguiu seu primeiro emprego na emissora, como “moça do tempo”. Anos depois, já consolidada como correspondente nos Estados Unidos, outro movimento inesperado: pediu demissão para fazer um curso de cinema na Universidade de Nova York. “Eu me escuto muito, vivo a vida por ciclos e, quando assumo um desafio, entro de cabeça para aprender tudo que for possível.” Ela voltaria à TV como apresentadora do “Fantástico”, um ano depois.

Desde agosto de 2015, Patrícia Poeta apresenta o programa exibido aos sábados “É de Casa”, ao lado de Zeca Camargo, Cissa Guimarães, André Marques e Ana Furtado. Em 2017, também estreou o reality “Caixa de Costura”, no GNT. O primeiro é um programa para toda a família, transmitido ao vivo de uma casa real, em que cada cômodo inspira uma pauta diferente. Já o segundo tem a moda como pano de fundo e propõe que jovens estilistas transformem peças do vestuário em uma competição. Os designers de moda André Lima e Isabela Capeto são os jurados e companheiros de Patrícia na apresentação do programa. “São formas muito diferentes de entrar no entretenimento. Mas, para quem sonhava em se reinventar e aprender com os outros, não há oportunidade melhor para seguir experimentando”, diz. Elogiada por diferentes críticos de TV pela maneira como conduziu o reality, Patrícia aguarda a confirmação da segunda temporada do “Caixa de Costura”.

Nos dois programas, a moda é assunto de destaque. No “É de Casa”, além de ter os looks entre os mais pedidos da Central de Atendimento ao Telespectador (CAT) da Globo, ela às vezes dá dicas e traz pautas sobre tendência. Já no “Caixa de Costura”, procura ousar em maquiagens, roupas e acessórios. “Me permite fazer brincadeiras, meio ‘Sex and he City’, sabe?”, diz, em referência à série estadunidense que apresentou ao público estilistas, como Manolo Blahnik. Apesar de garantir que essa aproximação com a moda foi algo que aconteceu naturalmente ao longo da carreira, Patrícia não esconde que gosta mesmo desse mundo.

ESTILO PESSOAL
Simpática e bem-humorada, Patrícia muda o tom de voz de acordo com o assunto. Quando fala de coisas mais leves, como a relação com o filho e suas aventuras no surfe, se solta e a voz fica alegre. A entonação abaixa quando o assunto é trabalho ou as razões que a levaram a fazer jornalismo. De súbito, a imagem da âncora do “Jornal Nacional” é revelada a quem está diante dela. E assim, num misto de jornalista e apresentadora, ela vai construindo um estilo próprio na nova função, o que não significa abandonar completamente o passado. “Acho importante levar informação para o telespectador, mas de uma maneira mais divertida e informal. O entretenimento pode trazer um serviço, ser útil de alguma forma, e nem por isso deixar de ser agradável.”

Fã assumida da apresentadora, atriz e empresária Oprah Winfrey, cujo talk show ficou no ar por 25 anos e registrou as maiores audiências da televisão nos Estados Unidos, Patrícia evita dizer que quer um dia ser como sua “ídola”. “É bacana ver o que você admira no trabalho dos outros, mas lembrando que cada um tem seu estilo. O maior desafio é você se encontrar, levando em consideração sua personalidade.” Uma coisa ela já tem em comum com Oprah: sua perda de peso recente foi amplamente divulgada e discutida por veículos de comunicação.

“No início as pessoas estranharam o emagrecimento, mas aos poucos foram se acostumando. É que na época do 'Fantástico' as televisões eram SD [Standard Definition], que achatava a imagem, e no 'JN' o corte era aqui”, diz, apontando para a cintura. “Sempre acharam que eu era mais cheinha do que realmente era. E agora a conjuntura da imagem em HD mais o emagrecimento causou um impacto.” A decisão de perder peso veio depois que Patrícia não coube em uma de suas saias preferidas. Ao procurar um médico, fez exames de sangue e descobriu que também estava com problemas de saúde. Além de passar por uma reeducação alimentar, começou a praticar esportes e fazer aulas de samba. Em poucos meses, seus exames estavam bons de novo. “Foi como receber um boletim da escola dizendo que eu tinha passado no curso mais difícil da face da Terra”, lembra.

Mais disposta, a apresentadora tomou coragem para aprender um esporte do qual, até então, era apenas observadora: o surfe. Frequentador assíduo do Arpoador, Felipe, o filho de 15 anos de Patrícia, sonhava em ensinar a mãe a surfar. Um dia, durante uma viagem de férias, ela foi finalmente convencida a superar o medo da água. “Quando a aula acabou, ele falou: ‘Mamãe, estou orgulhoso de você. Sabe quanto tempo eu esperei para ver esse momento na minha vida? Cinco anos!’ Ele estava com olhos cheios de água. Foi muito importante”, conta, emocionada. Em outra oportunidade, os dois foram juntos enfrentar o mar da Nicarágua, que, ela confessa, não era nada bravo. “Foi uma sensação muito boa poder surfar com meu filho na mesma onda. Venci meus limites, tudo em nome dele.”

MÃE DE MENINO
Felipe, ou Pipo, como é chamado pela mãe, nasceu nos Estados Unidos, quando a jornalista era correspondente, e viveu lá até os quatro anos de idade. Coruja, Patrícia conta que o garoto sempre gostou de esportes. “Por causa dele, aprendi a jogar futebol, ensinei vôlei, e juntos fizemos aulas de tênis.” Desde que ele passou a surfar, as viagens em família têm uma obrigação: uma parada para o surfe. “Eu sempre disse para ele que podem tirar tudo da vida, menos conhecimento. Por isso, o que pudermos conhecer de cultura, de gente, eu vou apresentar a ele”, diz Patrícia. Com isso em mente, eles já foram à Nicarágua, Costa Rica, México, Maldivas, Califórnia e Croácia.

Por vir de uma casa cheia de mulheres – Patrícia tem duas irmãs –, durante a gravidez ela pensou que esperava uma menina. “Quando descobri que era um menino, achava que seria difícil porque o mundo masculino era uma incógnita para mim, mas foi ‘relax’. O Pipo é muito engraçado, damos boas gargalhadas juntos.” Orgulhosa do filho, mostra no celular as fotos que ele havia feito dela no fim de semana anterior com a máquina que ganhou de presente para fotografar os amigos do surfe e do skate. “Ele não leva jeito?”, pergunta Patrícia, sem dar chances para qualquer resposta negativa.

As fotos estavam realmente boas – não se sabe se por mérito do fotógrafo ou da modelo. Com 40 anos recém-completados, Patrícia demonstra o entusiasmo de uma jovem em início de carreira. “Eu sou uma quarentona, tenho uma boa experiência, mas acho que a quarentona de hoje é diferente da quarentona de antigamente. Me considero madura, mas tenho energia de sobra para aprender e recomeçar.” Questionada sobre o que almeja para sua vida e sua carreira, ela desconversa, mas dá uma dica. “Eu sempre fui de aproveitar as oportunidades que me deram. Mais do que um programa, um lugar ou uma vaga, quero me encontrar cada vez mais nesse caminho de comunicadora. Quero falar o que quiser e quero achar a melhor forma de fazer isso. O resto é consequência e resultado.”

Quando Patrícia Poeta voltou de Nova York para assumir o “Fantástico”, Luis Fernando Verissimo, um de seus fãs mais famosos, escreveu em uma crônica: “Ela nos abandonou e as frentes frias e áreas de pressão nunca mais foram as mesmas. Mas agora ela voltou, ainda mais bonita. A veremos todos os domingos. A previsão é de sol o tempo todo.” No fim da nossa conversa, já no meio da tarde, o nevoeiro tinha melhorado e o aeroporto Santos Dumont funcionava novamente. Pelo jeito, mesmo vivendo outros ares, talvez Patrícia Poeta ainda exerça alguma influência no clima.

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POR · JULIANA DEODORO
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Juliana Deodoro
Juliana Deodoro
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