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Quinta-feira, 17 de Agosto de 2017

Depois das festas de fim de ano e das férias, a gente volta para a rotina do dia a dia. Mas, assim que começamos nosso trabalho ou estudo, o pensamento subconsciente fica contando os dias para o próximo feriado. E o mais próximo não é um feriado qualquer: é carnaval! Nem todo mundo folga nesses dias e tem gente que até trabalha dobrado, mas esse é um dos feriados mais esperados do ano por quem gosta ou não da folia. É um tempo de parar, dar asas à imaginação e se fantasiar.

A fantasia é o estilo narrativo mais antigo da humanidade. É uma linguagem que existiu entre os povos que se reuniam ao redor dos contadores de histórias, que faziam uso das máscaras para dar mais vida às suas histórias fantásticas de deuses, forças da natureza, monstros e heróis. Cada um deles representava uma fantasia que permitia o acesso a universos regidos pela imaginação, magia, ou a dimensões espirituais invisíveis.

Existe outro tipo de fantasia que podemos chamar de sonhos, metas ou planos para o futuro: um melhor emprego, ganhar na Mega-Sena, encontrar uma pessoa para amar, uma cidade melhor para viver,  aquela viagem de aventura, a bolsa de estudo no exterior... Pode ser o nome que for, mas imaginamos nossas vidas e nos “vestimos”, temporariamente, de exploradores, aventureiros, românticos etc.

Mas é no carnaval que surge a ocasião para cada um se transformar em um personagem, de nos “fantasiarmos” e vivermos fora do mundo real. Essa tradição, que muitos pensam ser brasileira, veio da Grécia, Itália e do Egito Antigo, quando se utilizavam somente as máscaras para misturar o respeito da então festa religiosa com a diversão de reunir diversas pessoas.

Foi na cidade de Veneza, na Itália, que a máscara se tornou um símbolo de diversão. Os melhores bailes de carnaval aconteciam na parte mais pobre da cidade. Era quando nobres e ricos disfarçavam-se para poder participar das festas, começando assim a história das fantasias de carnaval. Além de usar roupas bem diferentes do dia a dia, eles colocavam máscaras para não ser reconhecidos.

No Brasil, o costume de celebrar o carnaval deu os primeiros passos no século 19, no Rio de Janeiro, adquiriu personalidade própria e se tornou parte da cultura e uma marca registrada do nosso povo, com bailes de rua, de salão e escolas de samba. Com grandes desfiles nas cidades, as escolas reúnem vários tipos de pessoas, com o gosto em comum de vestir uma fantasia e desfilar pelas avenidas.

Ao longo de nossas três expedições pelo mundo, vestimos muitas roupas diferentes. Não chegavam a ser fantasias, mas, quando colocávamos uma peça em respeito a uma cultura ou religião, vivenciávamos parte dela. Muitos países têm cidades que comemoram o carnaval: Itália, Japão, Estados Unidos, Canadá e Colômbia. Em alguns lugares, encontramos festivais parecidos com o nosso carnaval e participamos de festas à fantasia com a tripulação usando a criatividade e a imaginação. Viva o carnaval!

Heloísa Schurmann
Heloísa Schurmann
Colunista

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Responsável por todo o entretenimento e mídia de bordo das aeronaves Avianca Brasil, oferecendo diversas plataformas criativas online e off-line para impactar o público alvo.

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