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Quinta-feira, 24 de Maio de 2018

O PIB cresceu apenas 0,15% no terceiro trimestre de 2017. Como a recessão provocou ociosidade, seria de se esperar que o IBGE tivesse divulgado números mais generosos. Além disso, a economia mundial vai bem. Não há espaço para crescermos um pouco mais este ano?

Uma análise mais detalhada dos principais vetores da demanda revela um quadro menos desanimador. Os dispêndios para consumo e investimentos apresentaram crescimento decente entre julho e setembro de 2017. Após ficarem no zero a zero no início do ano, passaram de 3% no segundo trimestre para quase 4% no terceiro, em termos anualizados.

A força da demanda não gerou um PIB mais vistoso porque parte do estímulo “vazou” para o exterior – as importações aumentaram quase 30% no terceiro trimestre, na mesma base de comparação. Se não houvesse ociosidade, a continuidade desse cenário levaria o déficit com os outros países para uma região desconfortável, pressionando a inflação.

Atualmente, no entanto, não há o menor sinal de aquecimento excessivo – o déficit externo, além de modesto, é ainda cadente e a inflação tem surpreendido para baixo. Sendo assim, a tendência de expansão das importações deve ser interpretada como um sinal de vitalidade da economia no curto prazo.

O crescimento da soma de exportações e importações foi o maior em mais de sete anos, refletindo o bom momento da economia mundial e o fortalecimento da demanda doméstica. As importações de bens de capital aumentaram quase 30% entre junho e outubro.

O desempenho da demanda doméstica ao longo dos três primeiros trimestres de 2017 foi parecido com o que se observou na saída da recessão de 1998/99, que não foi das mais rápidas. Se o padrão se mantiver, o PIB deverá crescer entre 3,0% e 3,5% em 2018, bastando para isso que a relação entre demanda doméstica e importações não destoe da norma e que o Brasil mantenha sua fatia de exportações no comércio mundial.

Duas coisas atrapalham. Primeiro, o mercado de crédito segue travado para as empresas. Segundo, há a incerteza eleitoral que, de certa forma, respinga sobre o problema do crédito.

O bom desempenho da demanda doméstica com inflação baixa pode ser razão para um pouco de esperança, apesar da tibieza do crescimento. O dinamismo do consumo serve como inibidor da demanda por populismo. O povo gosta de gastar e sentir que o dinheiro tem valor, pouco interessando se os bens adquiridos foram produzidos aqui ou em outro lugar. A recessão abriu espaço para que isso aconteça sem maiores problemas, ao menos no curto prazo.

Celso Toledo
Celso Toledo
Colunista
Celso Toledo celso.toledo@ e2economia.com.br Doutor em economia pela FEA-USP, sócio-diretor da E2 e da LCA e colunista da revista "Exame".

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