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Quinta-feira, 26 de Abril de 2018

TATÁ WERNECK EM FESTA

TRÊS ANOS DEPOIS DA SUA PRIMEIRA CAPA, AQUI NA AVIANCA EM REVISTA, A ATRIZ E APRESENTADORA CELEBRA O RECONHECIMENTO NACIONAL COMO UMA DAS PRINCIPAIS COMEDIANTES DA TELEVISÃO

Tatá Werneck estava há três semanas sem tirar folgas quando chegou ao Studio do Cais, na região portuária do Rio de Janeiro, em um sábado ensolarado. Vinha de uma longa reunião com a equipe do talk show “Lady Night”, que está na segunda temporada e em fase de pré- -produção para a terceira, no canal Multishow. A rotina inclui acordar às 4h30 da manhã para ir cedinho para os estúdios de “Deus Salve o Rei”, no Projac. Mesmo assim, a atriz e apresentadora não se queixa. Sua energia (e senso de humor) é inversamente proporcional ao 1,52 metro de altura.

“Sempre trabalhei muito. Fiz quatro faculdades ao mesmo tempo e terminei três: Artes Cê- nicas, Publicidade e Jornalismo. Eu tinha duas peças. Acabava uma e ia para a outra de táxi. E ainda malhava”, relembra a atriz. Tatá não consegue ficar parada. Nem quando está dormindo. Ela já acordou diversas vezes com quadros do “Lady Night” na cabeça, anotou em um papel e voltou a pegar no sono. “Não sei nem o que fazer em uma folga. Quero construir um prédio, quero abrir um empreendimento”, brinca.

Tanto trabalho tem dado retorno. A personagem Lucrécia, na novela das sete, é sucesso entre o público e ganhou uma importância maior na trama do que o programado inicialmente. E o “Lady Night”, onde Tatá desfila seu vasto repertório de perguntas non sense e de improvisações, vem batendo recordes de audiência e de visualizações na internet, e já tem até uma fila de espera entre os participantes – até Caetano Veloso já se convidou para a próxima temporada.

Mesmo com uma agenda lotada, Tatá topou ser a capa desta edição especial de seis anos da Avianca em Revista, recordando o ensaio que protagonizou em junho de 2013. Se a atriz faz parte da nossa história, também podemos nos orgulhar de fazer parte da trajetória dela. “A Avianca em Revista foi a primeira capa que eu fiz na minha carreira. Eu tinha acabado de entrar na Globo. Estava pensando nisso, em como as coisas mudaram de lá para cá”, filosofa, sem perder a piada: “Eu era mais magra, né?”

Há três anos, quando entrou na Globo, Tatá Werneck ainda era pouco conhecida do público em geral. Ela já fazia sucesso entre os jovens e esbanjava seu humor peculiar nos programas “Comédia MTV” e “Trolalá”, na antiga MTV Brasil, ao lado de craques, como Dani Calabresa, Marcelo Adnet, Paulinho Serra e Bento Ribeiro. Mas a ida para a TV aberta foi um desafio. “Sempre  fui uma adolescente que não me encaixava em nada. Comecei no teatro com nove anos e queria trabalhar na Globo, é claro, mas não sabia qual seria o meu lugar lá”, recorda.

“A Lucrécia é um personagem muito desafiador. Não tem um dia em que ela esteja tranquila”

Qualquer dúvida que a própria atriz carregava por não se enquadrar no famoso “Padrão de Qualidade Globo” evaporou logo nas primeiras semanas da novela das nove “Amor à Vida”. No papel da periguete Valdirene, Tatá roubou a cena. Tanto que ganhou uma dezena de premiações como atriz revelação do ano. “Entrei na hora certa. Tinha um receio, mas, na realidade, se eu tivesse que me adequar, não estaria lá. Ninguém consegue fingir o que não é por muito tempo.”

Qualquer dúvida que a própria atriz carregava por não se enquadrar no famoso “Padrão de Qualidade Globo” evaporou logo nas primeiras semanas da novela das nove “Amor à Vida”. No papel da periguete Valdirene, Tatá roubou a cena. Tanto que ganhou uma dezena de premiações como atriz revelação do ano. “Entrei na hora certa. Tinha um receio, mas, na realidade, se eu tivesse que me adequar, não estaria lá. Ninguém consegue fingir o que não é por muito tempo.”

RAINHA LUCRÉCIA

Depois de “Amor à Vida”, Tatá mostrou seu talento mais uma vez em “I Love Paraisópolis” e “Haja Coração”, sempre como uma das protagonistas e com altíssima aceitação. O sucesso se repete em “Deus Salve o Rei”. Na atual novela das sete, a atriz interpreta a rainha histriônica Lucrécia, que inicialmente seria uma personagem menor na trama, mas que, com Tatá, virou uma quase-mocinha – com os grupos de discussão pedindo por mais e mais cenas para ela.

“A Lucrécia é um personagem muito desafiador. Passeia pela comédia e pelo drama com uma prosódia totalmente não-contemporânea. Não tem um dia em que ela esteja tranquila. Na mesma cena ela chora, grita, para, aí volta para a comédia”, comenta. “Tive que aprender na marra a chorar. E como a linguagem é de cinema, com quatro câmeras, às vezes tenho que chorar quatro vezes”, conta, protestando na brincadeira contra as lágrimas “gordas e de 12 centímetros” das amigas Bruna Marquezine e Marina Ruy Barbosa.

Na trama, a rainha de Tatá é uma mulher rude, inconveniente e controladora, que vive um romance conturbado com o rei Rodolfo (de Johnny Massaro). Mesmo assim, o público torce pelo casal.“Fico muito feliz em saber que as pessoas estão vibrando com a Lucrécia ou com pena dela. Ela não é uma rainha convencional, está sempre dando suas patadas, mudando de humor, e mesmo assim é vista como uma mocinha”, comemora.

O destino da personagem, que recentemente foi para um convento e entrou em uma fase “mais iluminada”, como descreve Tatá, é uma incógnita para a própria atriz. “Não faço ideia do que pode acontecer”, revela. “Acredito que ela vai ficar com o Rodolfo, mas a produção só acaba em agosto. Tem muita coisa para acontecer. Entrei na novela com 25 anos e vou terminar sacando meu FGTS”, brinca.

LADY NIGHT

Se o destino de Lucrécia ainda é duvidoso, Tatá Werneck sabe muito bem o que fará quando acabarem as gravações da novela: emendar a terceira temporada do talk show “Lady Night”, no Multishow. Como entrevistadora, Tatá é impagável, fazendo perguntas impublicáveis e colocando convidados, como Glória Maria, Ivete Sangalo, Zico e Preta Gil, em situações hilárias. Tudo na base do improviso, sua marca registrada. “Improvisar é o que eu mais gosto. Às vezes vou criando quadros ali, na hora. Não gosto de nada que parece improviso, mas não é.”

“Improvisar é o que eu mais gosto. Às vezes vou criando quadros na hora. Não gosto de nada que parece improviso, mas não é”

Tatá participa de tudo. Da produção ao roteiro, da criação das músicas que toca com a banda Renatinho à seleção dos convidados. “As pessoas estão cada vez mais dispostas a participar das brincadeiras. Elas chegam muito entusiasmadas”, celebra. Para não perder o ritmo, Tatá grava o programa praticamente sem interrupções. “Não gosto de parar. Pode acontecer o que for, tipo eu estar sangrando, aí entra alguém, faz uma incisão em mim no ar, e o programa continua.”

  • Registro da infância de Tatá Werneck no Rio de Janeiro

Um dos grandes momentos é o quadro “Entrevista com Especialista”, quando Tatá fica frente a frente com profissionais, como um apicultor, uma astróloga ou um advogado. O resultado é uma série de perguntas do tipo “um ser humano consegue, fantasiado de abelha, produzir seu próprio mel e criar seu próprio mercadinho?” ou “a OAB usa OB?”. “Não gosto de ver a ‘presa’ antes.

  • Em 2012, ela apresentou o programa "Trolalá", na MTV, em que aplicava trotes no público

A produção pega as pessoas, elas topam participar, doam seus bens e eu as encontro na hora”, brinca. “Já dei de cara até com um advogado que eu tinha processado.” A ideia do quadro surgiu em uma conversa entre amigos. Tatá queria entrevistar pessoas anônimas sem repetir a fórmula de falar com a plateia, como o Serginho Groisman faz. Veio então o insight de entrevistar um especialista. “No começo não sabíamos se ia dar certo. Mas no primeiro, um obstetra, já vimos que ia funcionar”, recorda. “Sou muito grata às pessoas que participam.

  • Neymar foi uma das convidados da segunda temporada do talk show "Lady Night”

Se não tivesse um cara tão maravilhoso para brincar ali comigo, não aconteceria.” Com a repercussão, surgiram especulações de que o talk show pudesse migrar para a TV aberta. Assim como Tatá faz em seu programa, pergunto na lata: “Quando o ‘Lady Night’ vai para a Globo?”. Ela rebate: “Você é malandro, né? Não, não vai para a Globo. Chegamos a pensar nisso, mas a verdade é que ele é um programa construído para a TV fechada.” Tatá explica que por mais que a emissora desse toda liberdade possível, não seria a mesma coisa como no Multishow. “Eu fico feliz com qualquer decisão. Tem muita coisa legal para rolar com a Globo no futuro.”

CINEMA

Incansável, Tatá ainda estará em dois filmes nos próximos meses. Em julho, ela estreia na comédia “Uma Quase Dupla” ao lado de Cauã Reymond. “Eu faço a bad cop e ele faz o policial bonzinho. Vai ser incrível.” Na produção do diretor Marcus Baldini (de “Bruna Surfistinha”), a quase dupla precisa lidar com as diferenças de personalidade e resolver uma série de assassinatos em uma cidade no interior. “O Cauã é muito bom em comédia. Ele é bom em quase tudo, né? Nos demos muito bem e não afetou em nada o meu relacionamento”, brinca.

“Sempre fui uma adolescente que não me encaixava em nada. Queria trabalhar na Globo, mas não sabia qual seria o meu lugar lá”

No segundo semestre, a atriz também irá gravar o filme “As Irmãs”, com a amiga de longa data Ingrid Guimarães, com quem já fez os longas “De Pernas Pro Ar 2” e “Loucas para Casar”. “Eu e a Ingrid somos muito parceiras. Vamos fazer um filme sobre duas irmãs sertanejas que querem ser famosas. Mas não consigo adiantar muita coisa do roteiro”, confessa. O filme ainda está em fase inicial de produção.

Aos 34 anos, a carioca tem muitos planos na cabeça, além de talento e energia de sobra para realizá-los. A afirmação na Globo não mudou sua essência. “É muito louco ver pessoas que eu tremo só de olhar falarem comigo como colegas de trabalho. Mas isso é o tipo de coisa que eu nem quero me acostumar”, diz. “Quero poder ser eu mesma sempre. Fazer tudo o que gosto e aprender tudo o que posso.” Consagrada como uma das grandes artistas da sua geração, com uma autenticidade toda peculiar, Tatá promete nos tirar do sério por muito tempo.

TEXTO · FELIPE SEFFRIN
FOTOS · FABIO BARTELT
STYLIST · ZUEL E JULIANO
MAKE · RAFAEL SENNA

ASSISTENTES DE FOTOGRAFIA · BIA GARBIERI, FABRICIO PIMENTEL E MARCIO MARCOLINO (MONSTER PHOTO)

ASSISTENTE DE STYLINGL· EILA PIGARRO

PRODUÇÃO DE MODA · GUILHERME KLEIN E ALINE PRADO

Felipe Seffrin
Felipe Seffrin
Colaborador

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