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Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2018

O REI DOS MUSICAIS

DEZ ANOS APÓS ESTRELAR A TRILOGIA JUVENIL “HIGH SCHOOL MUSICAL”, ZAC EFRON SOLTA A VOZ NO FILME “O REI DO SHOW” AO LADO DE HUGH JACKMAN

Parece cena de filme. Um ator está preso no tráfego de Los Angeles, ansioso para enfim chegar em casa, quando o telefone toca. Quem chama é um velho amigo que oferece um papel em seu próximo filme. “Estou dentro, estou dentro”, ele responde, de cara, sem nem pedir detalhes. Pouco depois, abre a porta e, diante dos outros motoristas parados, dá um pulo, grita de felicidade e volta para o carro. O trânsito já não importava mais. Zac Efron estava escalado para o musical “O Rei do Show”.

Foi assim que Zac recebeu o convite do diretor estreante Michael Gracey, em plena autoestrada U.S. 101, na Califórnia. O ator que explodiu em 2006 com “High School Musical”, filme juvenil da Disney, e que desempenhou uma série de papéis em comédias e romances, há tempos esperava por uma oportunidade dessas. Voltar para o universo dos musicais ao lado de estrelas, como Hugh Jackman e Michelle Williams, e contando a história real de P.T. Barnum, considerado o inventor do show business, valeu o papelão no trânsito.

“Foi algo especial. Eu sempre sonhava em atuar de novo em um musical, mas nunca imaginei que seria com esses atores incríveis. Quando soube dos detalhes do projeto, me pareceu algo bom demais para ser verdade”, afirma um empolgado Zac Efron, em entrevista exclusiva para a Avianca em Revista. “Fiquei muito animado para contar essa história incrível do P.T. Barnum, que quebrou tantas barreiras. Ele ensinou o mundo a pensar fora da caixa”, exalta.

O filme “O Rei do Show”, que estreou no dia 25 de dezembro, apresenta a trajetória do americano P.T. Barnum, visionário showman conhecido como Príncipe das Falcatruas. Ele ganhou fama a partir de 1835, quando passou a promover em Nova York bizarrices, como a mulher mais velha do mundo, supostamente com 160 anos (ela tinha 80). Mas foi com “O maior espetáculo da Terra”, circo itinerante que reunia animais, freaks e fraudes diversas, que o empresário e seu negócio se tornaram um fenômeno mundial.

O show de Barnum juntava sob a mesma lona pessoas consideradas bizarras naquela época, atraindo milhares de espectadores para ver anões, gêmeos-siameses e mulheres barbadas. “Ele celebrou o amor e abraçou todos os tipos de pessoas, independentemente de origem ou classe social”, defende Efron. “O filme não é uma biografia do P.T. Barnum. É a nossa interpretaçãopara o que ele realizou, sobre qual era a sua mensagem original e o que fez dele alguém especial.”

Quem atua no papel do protagonista é Hugh Jackman, mais conhecido pelas cenas de ação na franquia X-Men do que por seus dotes como dançarino e cantor. Mas o australiano encarnou tão bem o personagem que foi indicado ao Globo de Ouro como melhor ator em comédia ou musical – “O Rei do Show” também foi indicado como melhor filme e canção original. “Acho que as pessoas vão acreditar nesse homem porque Hugh [Jackman] traz uma autenticidade incrível para o personagem. Atrás do Wolverine sempre houve este showman esperando para aparecer”, brinca.

No longa, Zac interpreta Phillip Carlyle, rapaz que é convencido por Barnum a virar seu sócio no circo. “No começo, Phillip recusa a oferta, porque se esconde em uma rede de segurança que construiu com seu dinheiro e carreira”, explica. “Mas ele tem uma mente aberta. Barnum dá a oportunidade de explorar o desconhecido e, no fim, acaba resgatando ele.” O personagem de Zac ainda se envolve em um amor proibido com uma trapezista interpretada pela atriz ecantora americana Zendaya – foi o melhor beijo cinematográfico da sua vida, confessou Efron, em um programa de TV.

ÍDOLO TEEN

Zachary David Alexander Efron nasceu em San Luis Obispo, cidadezinha de 45 mil habitantes na Califórnia, localizada a 300 km de Los Angeles. Filho de um engenheiro elétrico e uma secretária, ganhou um longo nome composto, mas desde pequeno era chamado apenas de Zac. Encorajado pela família, começou a fazer aulas de teatro e canto com apenas 11 anos. Aos poucos, atuou em algumas peças e chegou a participar de séries de TV, como “Firefly”, “Summerland” e “CSI: Miami”.

Mas foi no canal infantil Disney Channel que Zac estourou. Ele tinha 19 anos quando estrelou o telefilme “High School Musical”, em 2006, no papel do popular jogador de basquete Troy Bolton. Par romântico de Vanessa Hudgens na telinha, ele foi alçado imediatamente ao posto de ídolo teen. O sucesso da produção foi tamanho que a trilha sonora do musical desapareceu das lojas, faturando o disco quadruplo de platina nos Estados Unidos.

A performance como ator e cantor rendeu a Zac um convite para atuar no filme musical “Hairspray”, em 2007. Ele não se intimidou ao lado de John Travolta e Michelle Pfeiffer. E ainda ganhou o prêmio de revelação no MTV Awards. Na sequência vieram mais dois filmes da Disney, encerrando a trilogia “High School Musical” e abrindo as portas de Hollywood, definitivamente, para o ator. Foram 15 filmes nos últimos dez anos, como “A morte e a vida de Charlie” (2010), “Um homem de sorte” (2012) e “Vizinhos” (2014).

TALENTO

Após uma série de papéis em comédias e romances, Zac volta aos musicais. Fora do set, a franjinha loira dos tempos de ídolo juvenil deu lugar a um topete estiloso. E, em cena, ele apresenta os mesmos dotes de cantor e dançarino que o consagraram há uma década. Mas não foi nada fácil. “Muitos pensam que dançar é algo que vem do berço, que algumas pessoas são dançarinos naturais. Esse não é o meu caso”, garante. “Eu posso até aprender uma coreografia, mas de jeito nenhum eu sou um dançarino brilhante”, brinca.

A liberdade dada pelo diretor Michael Gracey ao elenco foi fundamental. “Foi mais ou menos assim: ‘Podemos ir mais rápido? Podemos pular de algo mais alto? Podemos fazer isso de maneira mais perigosa? Isso fica ótimo na câmera ou nós apenas  parecemos ridículos?’”, relembra. “Nós fomos ao limite. Michael foi um canal para nos divertirmos e sermos livres. Me senti como se tivesse 17 anos de novo”, completa, rindo.

Cantar foi um desafio maior. Mas, ao que parece, ele passou no teste mais uma vez. “O Rei do Show” tem músicas da dupla Benj Pasek and Justin Paul, que ganharam no ano passado o Oscar de melhor canção original com “City of Stars”, do filme “La La Land”. Zac conta que ensaiou as músicas por algumas semanas e estava difícil alcançar algumas notas. “Passei por alguns momentos difíceis porque não cantava há muito tempo”, confessa.

Até a dupla de compositores pregar uma peça no ator. “Eles disseram ‘ok, vá para o microfone e vamos começar a gravar em um tom mais baixo’. Eu fui para o estúdio, gravei algumas vezes e quando estava pronto para tentar o tom mais alto, olhei para o outro lado do vidro e vi que eles estavam comemorando.” O tempo todo, Zac estava alcançando as notas exatas, achando que estava fora do tom original.

O público brasileiro já pôde conferir de perto esse mesmo bom humor demonstrado nos estúdios de “O Rei do Show”. Zac veio ao Brasil em 2012 para compromissos comerciais, quando deu um passeio de táxi por São Paulo com o apresentador Luciano Huck, do “Caldeirão do Huck”. E, em 2016, durante as Olimpíadas, foi ao Rio de Janeiro visitar a seleção norte-americana de ginástica olímpica, assistiu a alguns jogos e aproveitou a noite carioca.

O ano de 2017 foi particularmente movimentado para o ator. Além da produção com Hugh Jackman, ele participou do filme biográfico “O Artista do Desastre”, de James Franco, e foi um dos protagonistas de “Baywatch: S.O.S. Malibu” ao lado de Dwayne Johnson. Na comédia que resgata a série televisiva de sucesso nos anos 1990, ele faz o papel de um aprendiz de salva-vidas que se envolve em uma luta contra uma conspiração criminosa.

Em 2018, Zac Efron começa sapateando e termina na cadeira elétrica. Seu próximo projeto é um filme sobre Ted Bundy, um dos serial killers mais cruéis da história dos Estados Unidos, responsável pelo assassinato de mais de 30 mulheres na década de 1970. “Podemos dizer que é algo bem diferente de um musical”, brinca. “Eu acabei de fazer 30 anos e estou apenas arranhando a superfície das minhas capacidades. Estou pronto para tentar de tudo e empolgado com o meu futuro”. Cantando ou não, ele ainda vai dar o que falar.

FOTOS · PHOTOS JOHN RUSSO

Felipe Seffrin
Felipe Seffrin
Colaborador

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