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Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

MIAMI COM TUDO NOVO DE NOVO

COM O RECÉM-LANÇADO VOO DA AVIANCA BRASIL DE SÃO PAULO DIRETO PARA MIAMI, DESCUBRA ESSA CIDADE TÃO QUERIDA PELOS BRASILEIROS, LOTADA DE NOVOS HOTÉIS, RESTAURANTES, MUSEUS E BAIRROS EMERGENTES

Relaxar numa piscina com vista para o mar com música lounge e um drinque bonito no terraço de um hotel- boutique – isso é Miami. Passar a tarde entre paredes grafitadas e galerias com trabalhos de jovens artistas antes de jantar no restaurante de algum dos chefs mais badalados dos Estados Unidos – isso também é Miami. Admirar o pôr do sol remando uma prancha de stand up paddle no mar plácido de um parque natural – mais uma vez, estamos falando de Miami.

A cidade se reinventa em velocidade acelerada, fazendo com que a avalanche de mais de 700 mil brasileiros que desembarcam por lá todos os anos tenha sempre um cardápio fresco de novidades para curtir. Claro, as lojas da Apple e da Abercrombie continuam lá com as casinhas de salva-vidas coloridas, as esculturas do Romero Britto e a comunidade latina que tornou o espanhol (ou o portunhol) quase a língua corrente.

Mas, na última década, Miami também se tornou point global das artes e da gastronomia, com empreendedores visionários que têm transformado áreas antes com pouco apelo turístico. A hotelaria vive um boom fantástico, com hotéis competindo entre si para ver qual é mais inovador, mais atraente, mais descolado. E tudo isso é permeado por aquela atmosfera de verão eterno, com mar quase caribenho e vegetação verdejante.

Para checar todo esse movimento, você vai ter que se deslocar bastante, é verdade, porque a cidade é espalhada. Mas, graças aos preços amigáveis e à enorme quantidade de motoristas do Uber e do seu concorrente local, Lyft, não é mais obrigatório alugar carro para transitar por Miami.

Se você costuma ir direto a South Beach passear no calçadão de predinhos tons pastéis da Ocean Drive e comprar nas lojas da Lincoln Road, passe a mirar um pouco mais à esquerda, para Mid-Beach, o meio de Miami Beach. Antes o megalomaníaco hotel Fontainebleau, de mais de mil quartos, dominava quase sozinho o pedaço. Agora, o centro das atenções é o Faena District.

Do empresário argentino Alan Faena (o mesmo que recauchutou a área de Puerto Madero, em Buenos Aires), o distrito engloba seis quarteirões e inclui um hotel pequeno chamado Casa Faena, condomínios residenciais, um shopping (o Faena Bazaar, que ainda não foi aberto), um centro cultural (o Faena Forum) e o hotel Faena em si, com 169 quartos. Com design extravagante e curioso (vide o enorme mamute dourado do artista britânico Damien Hirst na entrada da piscina), ele tem serviço de mordomo e spa e fica de frente para um belo trecho de praia.

É imperdível reservar um jantar no Pao, dentro do Faena, restaurante onde você senta ao redor de um enorme unicórnio (também de Damien Hirst) e prova as criações do chef Paul Qui: o “smoked short rib assado”, um bife de wagyu cozido por 72 horas, é possivelmente uma das carnes mais macias que você vai comer na vida. Outra ideia igualmente carnívora é checar a churrascaria Los Fuegos, o primeiro restaurante do chef argentino Francis Mallmann nos Estados Unidos.

O Faena veio consolidar um movimento de hotéis bacanas que já estava rolando por ali – e, em Miami, os hotéis são grandes centros de badalação, tanto para hóspedes quanto para não-hóspedes. O Miami Edition, por exemplo, esbanja pista de boliche, balada, spa e o restaurante latino do chef Jean-Georges Vongerichten, dono de três estrelas Michelin em sua casa de Nova York. O The Confidante, da rede Hyatt, é todo inspirado no estilo art déco da região, com cabanas vintage na piscina e outro restaurante de chef celebridade, o Dale Talde. E o hostel Freehand Miami guarda um bar ao ar livre que se tornou a grande referência na coquetelaria de Miami e o novíssimo restaurante Twenty-Seven, que já está dando o que falar.

As novidades têm chegado ainda mais ao norte, atingindo Surfside, onde Miami Beach ganha ares de uma pequena cidade litorânea que parece a anos-luz de South Beach, com faixa de areia calminha e deserta. Em março, a rede Four Seasons abriu sua segunda unidade da cidade ali. O hotel reviveu um clube dos anos 1930 onde já circularam Frank Sinatra e Elizabeth Taylor e tem três piscinas, um spa de 1.400 metros quadrados e um restaurante do chef Thomas Keller, também dono de três estrelas no Guia Michelin.

CENTRO BOMBANDO
Agora é hora de atravessar a ponte porque tem muita coisa acontecendo longe da praia, na área de Downtown Miami. A começar pelo incrível Pérez Art Museum, que abriga mais de duas mil obras de artistas latinos e americanos expostas de forma rotativa e ainda mostras temporárias de gente bacana, como a artista australiana Toba Khedoori (em curso até setembro deste ano). A construção “diferentona” com cobertura vazada e plantas pendentes aloja os trabalhos e orna lindamente com um jardim enorme, com banquinhos onde o pessoal senta depois do passeio para contemplar o mar da Baía de Biscayne.

Na mesma área, que vem sendo chamada de Museum Park, abriu em maio o novo Phillip and Patricia Frost Museum of Science, um gigante de 20 mil metros quadrados. Ótimo para crianças (mas capaz de manter adultos igualmente entretidos), o museu propõe uma jornada visual por instalações descomunais, como um planetário com projeções 3D e um aquário circular cheio de tubarões, além de exposições sobre o universo, o corpo humano e a história do voo.

Descendo pelo Biscayne Boulevard entra-se na região de Brickell, que não é mais restrita a prédios comerciais sem graça. Em novembro de 2016, foi inaugurado o Brickell City Centre, um projeto ambicioso e bilionário que ficou quatro anos em obras. Ali estão mais de cem lojas (nem todas ainda ocupadas), com pedidas comuns, como Sephora e Victoria’s Secret e também marcas que têm poucas (ou nenhuma) outra loja nos EUA, como a Font, de sapatos, e a Illesteva, de óculos, ambas italianas.

Ao revés dos outros shoppings climatizados de Miami, o City Centre tem uma construção moderna com vãos ao ar livre que tornam o passeio agradável até para quem não pretende voltar com as malas cheias de compras. Mesmo porque, há muito mais a se fazer ali, como pegar um filme no Cinemex e comer no Luke's Lobster, da rede nova-iorquina que serve pratos em conta com lagostas fresquíssimas, ou na filial do Pubbelly Sushi, com releituras inventivas de pratos japoneses – não perca o siri amanteigado. Até o fim do ano deve abrir o La Centrale, um mercadão italiano tipo o Eataly, que vai misturar restaurantes com empório gourmet.

Integrado ao conjunto está o hotel East (tem uma entrada na rua e outra por dentro do shopping), que atrai filas nos fins de semana para o seu restaurante e bar. O Quinto La Huella, dos mesmos donos de um parador famoso de Punta del Este, tem sido uma das mesas mais concorridas da cidade, com todos ávidos para provar suas carnes e peixes feitos na “parrilla”. O rooftop no 40o andar, com vista 360 graus para o skyline iluminado de Miami, tem vibe de um jardim asiático e serve drinques, como o “sweet life”, com chá gelado tailandês, limão e whisky. Outro bar rooftop disputa a clientela, o Pawn Broker, no topo do hotel The Langford, localizado num edifício histórico de 1925. Num espaço descontraído com um varal de luzinhas, sofás e um bar envidraçado, ele sedia desde brunches aos domingos até chá da tarde e happy hour.

A última inauguração hoteleira em Brickell é o hotel SLS, em dezembro de 2016, que você vai reconhecer na rua graças ao exterior do prédio, todo coberto com faixas coloridas, instalação do artista Markus Linnenbrink. O hotel-boutique, com 124 quartos, um restaurante do chef José Andrés e um rooftop com piscina, teve a decoração projetada pelo designer francês Philippe Starck – no lobby, uma instalação multimídia faz com que um par de macacos digitais te acompanhem com o olhar e imitem seus movimentos. “Miami está fervendo com energia criativa, e a área de Brickell está bem no centro disso”, disse Starck, na abertura.

MIAMI HIPSTER
Muito já foi dito de Wynwood, cujos grafites aparecem em 10 de 10 Instagrams de quem visita Miami hoje. Mas o bairro continua em franca expansão e dá cada vez mais motivos para você visitá-lo pelo menos duas vezes durante suas próximas férias em Miami.

Wynwood viveu a história clássica de gentrificação das cidades grandes: era uma região operária, com muitos imigrantes, que sofria com tráfico de drogas até os anos 1980. Em 1987, um grupo do South Florida Art Center, fugindo dos aluguéis altos, comprou um galpão ali e abriu o maior ateliê da Flórida, o Bakehouse (que segue aberto e pode ser visitado).

Já nos anos 2000, o empresário americano Tony Goldman, a força por trás da revitalização de áreas, como Soho, em Nova York, e a própria South Beach de Miami, viu potencial em Wynwood e começou a comprar imóveis no bairro. Em 2009, Goldman idealizou o Wynwood Walls, um circuito de murais pintados por vários artistas convidados, e o inaugurou junto com a famosa feira Art Basel daquele ano. Desde então, dezenas de bares, cafés, restaurantes, lojas e galerias de arte passaram a ocupar seus quarteirões.

Apesar de todas essas adições hipsters, Wynwood ainda tem uma vibe meio decrépita, com umas áreas descampadas e umas construções baixas abandonadas – cada centímetro devidamente grafitado, claro –, o que deixa o bairro mais autêntico ainda. A rua principal é a NW 2nd Avenue, o melhor lugar para bater perna, com alguns desvios para as transversais – se der sorte de estar lá no segundo sábado do mês, vai pegar a Wynwood Art Walk, uma feira com designers locais e food trucks, que vai até altas horas da madrugada.

Se não for o caso, anote os nomes de alguns points, como o Panther Coffee, que serve café artesanal e tem música ao vivo na parte externa aos sábados, o Coyo, com guacamole no capricho e uma baladinha escondida nos fundos, o El Patio, uma combinação infalível de ritmos latinos, um pátio com luzinhas coloridas e cerveja barata, a Plant the Future, uma loja com arranjos supercriativos de plantas, e o Wynwood Yard, que abriga de aulas de yoga a noites de karaoquê. Tem tanta coisa que você também pode sair às cegas para fazer seus próprios achados.

Para comer, porém, é difícil superar o Sugarcane, um dos melhores restaurantes de Miami no momento. Com pequenos pratinhos para compartilhar, tudo ali é delicioso, como a linguiça com tâmara e bacon, o bolinho de queijo de cabra (tão macio que parece um catupiry), a almôndega de frango com purê de couve- flor e até a aparentemente despretensiosa salada de morango com tomate e ricota. Você vai guardar por alguns dias a cor púrpura e o gostinho inusitado do mojito de beterraba, o melhor drinque da carta.

Para além da cena urbana, é bom lembrar que Miami também é uma cidade com uma forte relação com a natureza. Para finalizar sua viagem com um cantinho menos frequentado da cidade, pule num Uber e vá ao sul da ilhota de Key Biscayne até o Bill Baggs Cape Florida State Park. Nessa área preservada com bosques pantanosos, mesas de piquenique e um restaurante, uma praia semivirgem acolhe com águas calmas e areia branquinha. Um farol de 1825 deixa o panorama ainda mais fotogênico, e o pôr do sol colore o céu todos os dias. Só para reafirmar a capacidade constante de Miami de surpreender.

Betina Neves
Betina Neves

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