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Gastronomia Gastronomia Belo Horizonte: um passeio pela gastronomia mineira

Belo Horizonte: um passeio pela gastronomia mineira

Tradicional Mercado Central e Velho Mercado Novo atraem visitantes ao centro de Belo Horizonte com comidas e bebidas mineiras

 

Como se todas as delícias de Belo Horizonte coubessem em um único lugar, o Mercado Central é daqueles endereços raros que resumem a alma de uma cidade. Há nove décadas suas centenas de lojas atraem moradores e visitantes em busca de queijos, manteigas, embutidos e doces de tacho impecáveis, cachaças e cervejas locais, especiarias e pimentas variadas, um jiló acebolado irresistível, e aquele feijão tropeiro sem igual Brasil afora.

 

Pimentas nas prateleiras do Mercado Central

 

É passeio encantador se perder pelos corredores repletos de cores e aromas e se surpreender com o inesperado a cada esquina. Mas também é possível agendar visitas guiadas. O posto de informações turísticas ajuda o visitante perdido entre o flanar ao acaso e o tour, traçando rotas em busca dos seus interesses, se o tempo for curto ou os objetivos, específicos. Como encontrar o movimentado Bar da Lora, o tradicional restaurante Casa Cheia (o nome corresponde à realidade) e a encantadora padaria artesanal de inspiração francesa Du Pain.

 

Em uma esquina, o Bar da Lora é um boteco com balcão concorrido, no qual são servidas porções generosas de jiló acebolado, clássico local. Arrume um cantinho e seja feliz. Ou tome o rumo da fila do Casa Cheia. Cervejas e cachaças artesanais dividem o cardápio com petiscos locais e pratos tradicionais da cozinha mineira. A maior dificuldade é decidir se o almoço será uma sucessão de entradas, cada uma melhor do que a outra, ou se é melhor investir em uma daquelas comidas típicas que fazem as gentes de outros estados salivarem só de pensar. Criada na década de 1950 como uma loja de doces, o Casa Cheia virou restaurante em 1974. Segue nas mãos da mesma família e, há mais de 30 anos, é comandada pelo chef Ilmar Antônio de Jesus. Um dos filhos de Dona Maria, que abriu o restaurante, Ilmar trocou a carreira de engenheiro pelo negócio, que hoje tem uma filial na Savassi.

 

Fígado acebolado com jiló: um dos clássicos do Casa Cheia

 

Entre os pratos mais pedidos – e premiados – estão o feijão mexicano e as almôndegas exóticas. O feijão é feito com carne seca e linguiças calabresa e defumada, temperado com mostarda ao alho. As irresistíveis almôndegas são de carne de sol e queijo ao creme de abóbora e manjericão. Também podem ser pedidas em uma porção menor, como entrada. Outros petiscos imperdíveis são o jiló ao alho e o Mexidoido, um mexido feito na chapa com arroz, iscas de carne, linguiça, legumes e um ovo de codorna frito para arrematar.

 

A cinco minutos dali, outro mercado tem chamado a atenção no Centro de Belo Horizonte. É o Novo, que na realidade é da década de 1960, e que desfruta de menos fama que o vizinho mais velho. No final do ano passado, o cenário com paredes em cobogó começou a mudar. No segundo andar, novos bares e restaurantes do Velho Mercado Novo, como é chamado o projeto de revitalização, enfatizam produtos mineiros. Como a Distribuidora Goitacazes, dos mesmos donos da Cervejaria Viela e do Bar Juramento 202, na Pompeia. Já a Cozinha Tupis, em frente e trabalhando em conjunto, comandada pelo chef Henrique Gilberto, compra os ingredientes para seus petiscos e refeições dos comerciantes do próprio mercado. Para acompanhar as cervejas artesanais engarrafadas, há também os embutidos e defumados artesanais da Charcutaria Tapera. Um bar do ótimo gim mineiro Yvy está na lista de aberturas previstas.

 

Cena do Velho Mercado Novo, com a Cozinha Tupis e a Distribuidora Goitacazes

 

A ideia é que cada bar ou loja do Mercado Novo tenha uma especialidade diferente, para serem complementares e, sempre que possível, valorizarem os comerciantes tradicionais que ali já estavam. Além de comes e bebes, há também shows, festas e outros eventos culturais.


À FRANCESA

 

Boa gastronomia em Minas Gerais não é feita apenas de clássicos. E dá para comprovar no próprio Mercado Central. A charmosa padaria Du Pain acaba de completar três anos e tem brilho próprio (e fila na porta). Os pães são tão bonitos quanto gostosos. Financiers (bolinhos franceses com amêndoas) derretem na boca. Dá vontade de comprar todo o estoque.


MERCADO CENTRAL DE BELO HORIZONTE
Avenida Augusto de Lima, 744 – Centro
MERCADO NOVO
Avenida Olegário Maciel, 742 – Centro

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