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Expedição Expedição Um encontro com os orangotangos na Indonésia

Um encontro com os orangotangos na Indonésia

Heloisa Schurmann

O encontro com os orangotangos: uma das experiências mais marcantes da Expedição Oriente

 

Navegando pelo mundo nesses últimos 35 anos, tenho tido a oportunidade de conferir de perto o pior e o melhor da nossa raça humana. Com pesar, testemunhei as consequências assustadoras de um comportamento destrutivo. Mas também tenho a alegria de ver a mobilização das pessoas em prol do nosso planeta e das espécies. Durante a Expedição Oriente vivenciei esses sentimentos conflitantes em nossa passagem pela Indonésia.

 

A Indonésia é um arquipélago formado por mais de 17 mil ilhas com praias exuberantes, areias brancas e águas cristalinas. Um paraíso! São ilhas montanhosas com floresta densa e tropical, onde é possível encontrar mais de 15 mil plantas, sendo que, entre elas, seis mil só existem lá. Que ecossistema diversificado!

 

Mas o cenário fascinante sucumbiu aos ataques do ser humano, responsável pelo desmatamento das florestas para que o espaço deixado fosse ocupado por plantações de óleo de palma. E, assim, a atividade econômica colocou os orangotangos em risco de extinção. Para você ter uma ideia, em 1970 existiam quase 300 mil orangotangos em Bornéu. Quando estivemos por lá, eram pouco mais de 100 mil. Em poucas décadas, 200 mil animais da espécie simplesmente “desapareceram” do mapa. Lamentável.

 

 

Para reverter esse panorama, o país conta com uma área preservada de aproximadamente três mil metros quadrados, onde encontra-se o Parque Nacional Tanjung Puting e onde estivemos e renovamos nossas esperanças. Visitar o parque foi uma das experiências mais marcantes da minha vida. Que emoção estar tão perto dos nossos “ancestrais”. Você sabia que os orangotangos têm 97% do DNA igual ao nosso?

 

Apesar da estatura não tão impressionante (eles medem entre 1,10 e 1,40 metro de altura e pesam de 40 a 80 quilos), de pertinho, eles parecem gigantescos. Talvez por aparentarem ser naturalmente majestosos. E o curioso é que essa imponência se faz presente, apesar do olhar doce de uma espécie tranquila.

 

O Parque Nacional Tanjung Puting, em Bornéu, tem como missão resgatar, reabilitar e reinserir os orangotangos na natureza. Uma área fascinante com um propósito nobre e admirável, que merece ser visitada e divulgada. Ali, me encantei por essa espécie, que marcou nossa passagem pela Indonésia – um país que vai muito além de suas praias paradisíacas.

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