Voltar

Cultura

Agenda

Cinema

Entrenimento a Bordo


Voltar

Lifestyle

Gastronomia

Vinhos

Inspire-se

Family Trip

Expedição

Colunas


Voltar

Capa

Edição atual

Making of

Celebridades

Edições anteriores


Edições Anteriores Como envolver os filhos na preparação de uma viagem

Como envolver os filhos na preparação de uma viagem

The Veigas

No último fim de semana de junho, Chico voltou da escola com um desenho. A seu modo, fez uma cidade cortada por rios com um barco gigante – a maneira como ele imaginava uma gôndola. Todo pimpão, contou que havia desenhado o que seriam nossas férias para que a professora e os coleguinhas soubessem. “Vamos para Veneza”, exclamou, pronunciando o nome da cidade com uma estranha mistura de italiano com sotaques português e brasileiro.

 

 

Estávamos planejando um roteiro pela Eslovênia e pela região italiana do Vêneto havia uns dois meses. Mas o envolvimento do Chico com aquela ideia de conhecer Veneza – e sua saudável ansiedade em visitar essa cidade tão única – certamente foi causado por um desenho animado. Disponível no Netflix – e, aqui na Itália, dublado em português de Portugal –, “Super Wings” é uma animação em que, a cada episódio, simpáticos aviõezinhos precisam fazer uma entrega em algum lugar do mundo. Então, naturalmente, algumas pitadas da cultura desses locais são mostradas, tudo dentro do universo infantil. Perdi as contas de quantas vezes o Chico assistiu ao episódio dedicado a Veneza.

 

Não foi a primeira vez que um desenho animado se tornou ponto importante para a imersão no contexto das férias. No ano passado, quando fizemos uma roadtrip de 4 mil quilômetros pela África, a trilha sonora de “O Rei Leão” era reiteradamente tocada no carro. E as expectativas do Chico tinham uma forte influência dos episódios de “A Guarda do Leão”, série contemporânea com os, digamos, descendentes do já clássico filme da Disney que marcou as crianças dos anos 1990.

 

Em 2015, quando cruzamos a Noruega de trem, nosso filho mal falava. Mas, fã que era de “Thomas e Seus Amigos”, ficava repetindo “trem” o tempo todo, visivelmente empolgado por estar em um.

 

 

São coisas simples. Detalhes que não interferem de forma alguma no planejamento da viagem, mas ajudam a torná-la mais leve e lúdica – e bem mais atraente para as crianças. A partir de uns 2 anos e meio de idade, já dá para ir envolvendo o pequeno: ao menos contando para ele o nome do país ou da cidade visitada. Com 4 anos, é possível inclusive localizar esses destinos em um mapa – o que faz do percurso de férias também um percurso cognitivo.

 

Os desenhos podem ajudar a criar esse imaginário, que, é claro, vai ser completado com a viagem em si. E desde cedo o pequeno viajante começa a entender que é parte de um mundo incrível a ser descoberto. Atualmente, Chico sonha em conhecer a Austrália (onde jamais estivemos). O motivo? Um episódio do desenho “Bubble Guppies”.


ENVOLVENDO A CRIANÇA
  • Crianças adoram mapas. Quando for pegar um no hotel, experimente dar um também na mão do seu filho. Ele vai se sentir todo importante, como se estivesse ajudando a elaborar o roteiro do dia.
  • Se o filho for maior zinho, que tal deixá-lo escolher uma das atividades do dia? Fizemos isso em Paris, no início deste ano. Chico quis passear de barco no Rio Sena e, no dia seguinte, subir ao topo da Torre Eiffel. Nada fora do normal para um turista – mas, sob a perspectiva dele, a viagem ganhou outro sabor.

SUA VIAGEM NA REVISTA

Envie sua foto e conte porque mais pessoas deveriam conhecer este lugar.

Você pode gostar

  • VER MAIS