Voltar

Cultura

Agenda

Cinema

Entrenimento a Bordo


Voltar

Lifestyle

Gastronomia

Vinhos

Inspire-se

Family Trip

Expedição

Colunas


Voltar

Capa

Edição atual

Making of

Celebridades

Edições anteriores


Edição Atual Viagem e memória: Heloisa Schurmann revisita locais da infância

Viagem e memória: Heloisa Schurmann revisita locais da infância

Heloisa Schurmann

Uma viagem ao Rio de Janeiro e às lembranças de uma infância carioca 

 

Recentemente, voltei ao Rio de Janeiro para uma viagem rápida, mas que, surpreendentemente, me levou a um lugar inesperado: as lembranças da minha infância. Entre o Aeroporto Santos Dumont e a Barra da Tijuca, a paisagem da cidade provocou minha memória e despertou recordações que já estavam quase perdidas.

 

Sou carioca da gema (com muito orgulho!): nasci e fui criada em Ipanema. E foi justamente passando por lá que comecei minha viagem no tempo. Logo de cara, a vista da praia me fez lembrar de Moisés, o salva-vidas que me ensinou a nadar. Eu tinha apenas 7 anos quando ele me encorajou (e orientou) a me jogar naquelas águas para “pegar jacaré”, mergulhar e me divertir – sempre com leveza, alegria, mas também respeito ao mar. Já na Lagoa Rodrigo de Freitas, lembrei-me de quando, ainda menina, pegava a balsa para ter acesso ao Clube dos Caiçaras, que fica em uma ilha.

 

Enquanto me afastava da zona sul e me aproximava da Barra, na entrada do canal de Marapendi, veio a recordação das inúmeras férias de verão que passei naquela região “deserta”, praticamente inabitada e de difícil acesso. Meu tio tinha uma casa de veraneio na beira do canal, onde todas as crianças da família passavam três meses reunidas. Muita diversão – e confusão, claro!

 

Éramos pequenos, mas dominávamos aquela área. Tanto que meus irmãos e primos ofereciam serviços de bote para cruzar o canal por uns trocados. Como muitos turistas não conheciam o movimento das marés, de repente se deparavam com a água cobrindo todo o corpo e carregando seus pertences. Era nesse momento que os heróis da família apareciam com o bote e prestavam socorro.

 

A visita ao Rio, acompanhada de uma viagem pela minha vida do passado, trouxe emoções maravilhosas. E me fez refletir sobre todos os lugares que já passamos nesse mundão gigante. Até hoje, encontramos vilarejos com pouquíssimos habitantes que, mesmo sem muitos recursos (energia elétrica, água encanada, casas sem mobília ou de difícil acesso), são tão amáveis e hospitaleiros que fazem nossos dias serem felizes como aqueles dos verões de antigamente.

 

Isso me fez pensar como é gratificante viajar – pelo bairro, pela cidade, pelo mundo e também por nossas memórias. Não me apego ao passado, mas retornar ao Rio da minha infância me colocou diante da minha essência, algo que acredito nunca ter perdido: sou uma mulher curiosa, amo o mar e tenho uma sede imensa de viver e ser feliz!

 

FAMÍLIA SCHURMANN

Primeira família brasileira a dar a volta ao mundo a bordo de um veleiro e a repetir o feito, até o momento, por mais duas vezes. Os tripulantes do veleiro Kat preparamse para mais uma grande expedição: Voz dos Oceanos.

SUA VIAGEM NA REVISTA

Envie sua foto e conte porque mais pessoas deveriam conhecer este lugar.

Você pode gostar

VER MAIS