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Edição Atual Pratos poliglotas: a experiência de degustar novos lugares com crianças

Pratos poliglotas: a experiência de degustar novos lugares com crianças

Uma chance à culinária de diferentes destinos pode ser uma experiência divertida e inesquecível para os pequenos

 

Quando abolimos a mamadeira, Chico desenvolveu uma aversão ao leite – não importava se era servido com canudos coloridos, copos com personagem de desenho animado, misturado com chocolate ou batido com frutas. Não tinha jeito.

 

A pediatra recomendou paciência. Os meses se passaram e a repulsa continuava. Meio que tínhamos desistido. Então, um ano depois, quando todas as esperanças já haviam sido consumidas, fizemos um tour pela África. Em Windhoek, capital da Namíbia, tomávamos café da manhã no hotel quando o Chico perguntou:

 

– O que aquela moça está tomando na caneca?

Foi preciso pensar rápido para dar a resposta-convite:

– É chocolate “de café da manhã”.

Disfarçamos.

– Quer experimentar?

 

E não é que deu certo? O moleque tomou tudo e passou a pedir o dito-cujo “chocolate de café da manhã”. Hoje é um mamífero que toma quase 1 litro de leite por dia.

 

Chico na Transiberiana

 

Costumamos contar esta história quando mães e pais ansiosos pela primeira viagem internacional com o filho nos procuram com a legítima preocupação: e a alimentação? Porque uma viagem, além de mostrar para a criança diferentes realidades, também pode despertar para novos sabores. E, como é um momento de descobertas e de muita leveza, fazê-la revisitar alguns antigos também – como foi o caso do leite.

 

Mas, na rotina meio bagunçada de umas férias, não é preciso ser tão rigoroso. Alguns dias fora do regulamento, afinal, não vão causar nenhuma de ciência nutricional, garantem os especialistas. “Curta a viagem! Experimente alimentos ou preparações típicas. A alimentação de cada lugar pode ser uma experiência incrível!”, recomenda a nutricionista comportamental Marluce Nóbrega.

 

As dicas práticas variam de acordo com a idade da criança. Se o leite ainda é sua principal fonte, tenha leite em pó à mão–e a mamadeira se tornará aliada para saciar a fome no meio do passeio. Geralmente restaurantes, cafés e bares são muito gentis em esquentar leite ou água, mesmo para quem não é cliente. Para os maiores, que já desenvolveram o “eca!” e a torcida de nariz para aquilo que não querem comer, é preciso sempre mostrar que alimentos diferentes representam também a descoberta do novo local.

 

Importante: seja flexível com os horários das refeições, principalmente durante a adaptação ao novo fuso. Para uma criança, a dificuldade de entrar na “hora certa” é ainda maior.

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