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Edição Atual Um passeio de bonde pelo Rio histórico

Um passeio de bonde pelo Rio histórico

Carla Lencastre

Um passeio pelas paradas do bonde na região histórica do Porto do Rio

 

Chega abril e o calor no Rio de Janeiro começa a diminuir. O azul mais gentil do céu de outono torna a permitir programas no Centro. É uma boa época para conhecer ou voltar à renovada Praça Mauá. Banhada pela Baía de Guanabara, é o principal cartão- postal das renovações urbanas pelas quais a cidade passou para sediar as Olimpíadas de 2016. Com dois museus e seus bons restaurantes de cozinha brasileira contemporânea – além de uma galeria de murais a céu aberto –, a região portuária carioca é programa que vale algumas horas longe da praia.

 

Se for pousar no Santos Dumont, o Museu do Amanhã, inaugurado há três anos, é facilmente avistado do avião. Do alto, a construção longilínea projetada pelo arquiteto valenciano Santiago Calatrava, erguida sobre um píer, parece flutuar sobre as águas da baía. É um museu de ciências interativo, que talvez faça mais sentido para quem está acompanhado por crianças. Se for o caso, garanta os ingressos antes pela internet. Já o restaurante, mais recente, com um panorama único, tem tudo para agradar a todas as idades.

 

 

Com entrada independente, o Fazenda Culinária fica no final do prédio-monumento, às margens da Guanabara. O salão envidraçado e repleto de luz natural tem árvores do lado de dentro e vista para o espelho d’água do lado de fora, onde reluz a bela “Puffed Star II”. A escultura em metal com formato de estrela de 20 pontas e seis metros de diâmetro é do artista americano Frank Stella. Logo adiante vê-se a baía e a Ponte Rio-Niterói.

 

 

O menu prioriza orgânicos e ingredientes de pequenos produtores em clássicos da cozinha brasileira com toques modernos, como a deliciosa e bem servida moqueca de filé de peixe com pimentões ao leite de coco acompanhada de farofa de dendê, e o picadinho carioca de carne com um ovo perfeito. Mas não se apresse. Comece com os levíssimos bolinhos sertanejos, feitos com feijão vermelho, carne seca e queijo, temperados com a pimenta da casa. Ou com uma panelinha de cogumelos, quem sabe uma salada de grãos. Para beber, há sucos naturais, cervejas artesanais e uma curta e interessante carta de drinks. De sobremesa, aposte no pudim de leite com paçoca de amendoim e no bolo molhado de cacau.

 

A fachada do MAR e, abaixo, polvo, lula, camarão e peixe com arroz cremoso e brócolis, servido no Restaurante Mauá

 

O vizinho Museu de Arte do Rio (MAR) foi aberto há seis anos. Dois prédios, um deles histórico, são unidos por uma cobertura ondulada criada pelo escritório de arquitetura brasileiro Bernardes + Jacobsen. Sempre vale a pena dar uma olhada no cardápio
variado de exposições. A ótima mostra “O Rio do Samba: resistência e reinvenção” pode ser vista até o dia 28 de abril. Já “Mulheres na Coleção MAR”, que propõe um recorte de 150 obras do acervo do museu, de artistas brasileiras e estrangeiras, está em cartaz até junho.

 

 

O restaurante Mauá fica no terraço. Se a temperatura permitir, há mesas ao ar livre com vista para a praça e o Morro da Conceição, uma das regiões mais antigas do Rio, ocupada desde o século 16. O menu muda de tempos em tempos e se mantém consistentemente bom. A casa está sempre cheia e há que se ter algum tempo para conseguir lugar e experimentar a empada aberta de bobó de camarão, o queijo coalho com carne de sol e farofa na manteiga e os pratos principais a base de peixes e frutos do mar. Mesmo que não dê para almoçar ou ver uma exposição, vale a pena ir até o terraço – não é preciso pagar o ingresso do MAR para pegar o elevador. Do alto do edifício, se tem uma vista panorâmica privilegiada da Praça Mauá.

 

Morro da Mangueira (1965, óleo sobre tela), de Heitor dos Prazeres, em exibição na mostra O Rio do Samba até 28 de abril

 

O MAR e o Amanhã têm ainda boas lojas com ênfase em objetos de design brasileiro. Entre os dois museus, fica o corredor formado pelos armazéns desativados do Porto do Rio, que hoje recebem eventos variados ao longo do ano. As paredes dos prédios antigos em frente são coloridas por murais. O maior, mais famoso e mais disputado para fotos é o “Etnias”, assinado por Kobra, mas há vários outros que justificam o passeio. Basta seguir a linha do bonde, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que percorre o Centro. Aliás, o VLT é também a melhor maneira para se chegar à Praça Mauá e ao AquaRio. Algumas paradas são perto de estações do metrô e é de bonde moderno que se passeia por esta região antiga.

 

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