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Edição Atual O mar da minha infância e o mar de hoje

O mar da minha infância e o mar de hoje

Heloisa Schurmann

Uma relação que já dura três décadas e que pode chegar ao fim

 

Quando eu era pequena e morava no Rio de Janeiro, sentava nas pedras do Arpoador e ficava horas olhando o mar. Lá, quietinha e encantada, via o partir e o chegar de barcos e navios, e me fascinava ver o horizonte infinito. Meus olhos ficavam até cansados de tanto procurar seu fim. Cresci, sempre amando o mar. E esse amor se tornou tão grande que ele virou minha casa.

 

Nas últimas três décadas, naveguei por muitas águas, vivi intensas emoções e realizei os meus sonhos. E assim continuo: navegando, me emocionando e transformando novos sonhos em realidade.

 

Pelos oceanos do mundo vi crescer meus filhos, aos quais ensinei a respeitar e amar a natureza – e que se tornaram homens do mar. E por essas mesmas águas, tenho tido a imensa alegria de navegar ao lado dos meus netos. O mar também conquistou a terceira geração da nossa família.

 

Um dia fui em busca de respostas para perguntas simples que me inquietavam. De onde ele vem? Para onde ele vai? Qual a sua importância nas nossas vidas?

 

O mar começa com uma gotinha de água doce. No alto de uma montanha, escondido no meio das árvores e das plantas, brota um olho d’água, que procura, corajoso, uma fresta para escapar, descendo pela serra como um riacho ou rio, às vezes formando um lago, mas sempre desembocando em mar.

 

Ao nascer, limpa e cristalina, a água tem importante missão no ciclo de todos nós, seres vivos. Sem ela, não sobreviveríamos – e não sobreviveremos.

 

A água vem, por milhões de anos e de diferentes maneiras, servindo ao homem. Por ela transportamos nossas cargas, nossa gente, buscamos novas terras e unimos povos e culturas. Ao seu redor, desenvolvemos cidades, indústrias e agricultura. Além de fonte de alimentos, ela serve como diversão, lazer e esporte.

 

Como é fácil para muitos abrir uma torneira e pegar um copo para beber. E como é difícil para outros conseguir esse mesmo copo d’água.

 

Amo o mar que me renova, me dá energia e alegria. É o lugar onde continuo buscando o horizonte e as respostas na sua imensidão azul, profunda e infinita. Só que, hoje, olho o mar e vejo que ele já não é mais o mesmo de quando eu era pequena. Hoje descobri que o mar pode, sim, ter um fim. E que seu destino está nas mãos dos homens.

 

“Ah! Viver no mar! Tem momentos que parece que estamos apenas nós dois ali, naquela imensidão sem fim.”

 

 

Foi nos oceanos que Heloisa viveu as últimas três décadas

 

Heloisa e Vilfredo em eu lugar preferido: o mar

 

Família Schurmann

 

Primeira família brasileira a dar a volta ao mundo a bordo de um veleiro e a repetir o feito, até o momento, por mais duas vezes. Os tripulantes do veleiro Kat preparam-se para mais uma grande expedição: Voz dos Oceanos.

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