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Destino Nacional Destino Nacional Fortaleza: praias paradisíacas com agito de cidade grande

Fortaleza: praias paradisíacas com agito de cidade grande

Nataly Costa

Na luminosa e iluminada Fortaleza, o céu fica mais perto com a combinação de infindáveis praias, comida boa e muitos passeios culturais – aquele tipo de férias para agradar a toda a família

 

Marcar viagem para um destino de praia, mesmo com a promessa de descanso à vista, sempre envolve alguma preocupação de ordem meteorológica: “mas vai ter sol? E se chover? Essa época é boa pra ir mesmo?”. Neste quesito, poucas capitais do Brasil podem ser mais certeiras do que Fortaleza. Afinal, foi nesta cidade que a Secretaria de Turismo ensaiou lançar, em parceria com algumas agências, uma espécie de “seguro-sol”: a ideia era reembolsar o turista que, durante as horas de praia, se deparasse com alguma chuva que impedisse o passeio.

 

 

A ideia pode não ter ido para frente, mas a premissa era verdadeira. É sempre sol em Fortaleza. Pode apostar. A capital do Ceará tem, no entanto, outras garantias além do eterno céu azul, de uma luz de fim de tarde embasbacante e de um povo dos mais receptivos de todo o Nordeste. Perfeita para passeios em família, é repleta de hotéis à beira-mar, oferece um sem-número de bares e restaurantes de comida regional, um centro cultural de excelência, o Dragão do Mar, um ótimo Mercado Central e praias incríveis a poucos quilômetros de distância.

 

A Praia do Futuro, uma das mais famosas e frequentadas da capital cearense

 

Um bom reconhecimento de terreno começa obrigatoriamente pela Avenida Beira-Mar, desde a Ponte dos Ingleses até o Mucuripe. É também o melhor trecho para se hospedar. Você estará a uma curta corrida de táxi dos melhores restaurantes (ou irá a pé para alguns), terá a Praia de Iracema na janela do quarto e se localizará em uma área bastante movimentada à noite, quando turistas e locais batem perna na feirinha de artesanato da praia ou aproveitam para caminhar no calçadão e sentir a brisa noturna. Assim como acontece em outras cidades nordestinas, as praias urbanas de Fortaleza – a de Iracema é a mais famosa delas – são boas, mas vale a pena se afastar um pouquinho para aproveitar ainda mais.

 

A estátua de Iracema Guardiã, localizada na Avenida Beira Mar, desenhada pelo artista Zenon Barreto

 

Os moradores batem ponto na Praia do Futuro, a menos de dez quilômetros do centro, que conta com barracas de praia que podem ou não ser o seu perfil: são verdadeiros complexos de entretenimento montados na areia, alguns com uma área completa de diversões para crianças, outras com shows e programação musical regular. Para quem vai com filhos ou faz muita questão de serviço e infraestrutura (banheiros, chuveiro e, em alguns casos, até piscina), é uma boa opção e a comida também não costuma decepcionar.

 

 

Outra ideia é seguir para a região do Porto das Dunas, onde a maior estrela é o mega parque aquático Beach Park. Querendo ou não descer nos tobogãs ou fazer bóiacross – algo que com crianças ou adolescentes é um programão, mas adultos também aproveitam –, quem passa por ali não tem viagem perdida porque a região é cercada por uma praia linda e limpa, alguns bares pé na areia, condomínios residenciais, resorts e pousadas.

 

 

Todos esses são passeios de um dia e estão a uma corrida de táxi ou Uber de distância. Os mais animados, porém, podem querer alugar um carro ou mesmo contratar um transfer para esticar até Morro Branco, a 110 quilômetros de distância, ou ainda chegar à famosíssima Canoa Quebrada, outros 80 quilômetros para frente. Nas duas, dramáticas falésias avermelhadas emolduram o mar, e o cenário fica ainda mais bonito quando é época de vento forte – a partir de julho – e os kitesurfistas completam a paisagem.

 

 

Também dá para sair de Fortaleza no sentido oposto, pela rota do litoral oeste, onde ganha os corações dos adoradores de tranquilidade a pacata praia de Flecheiras, mais vazia e low profile, a 130 quilômetros da capital. O importante nisso tudo é nunca, jamais, em hipótese alguma, cair na armadilha de fazer um bate-volta para Jericoacoara, um dos vilarejos de praia mais
conhecidos do Brasil. Jeri é mesmo linda e animada, mas chegar lá envolve 300 quilômetros de estrada, com um pedaço feito em chão de areia, percurso que nunca se completa em menos de quatro ou cinco horas. Além de ser bastante cansativo, ninguém aproveita a cidade – que, além do mar, tem ainda dunas e lagoas. Vale mais agendar uma viagem de dedicação exclusiva, sem pressa.

 

Jangadas sobre a areia, embarcação típica de pescadores do Nordeste

 

De volta a Fortaleza, terminado o circuito praia, a fome bate e a única dificuldade é escolher entre peixada ou picanha, baião de dois ou paçoca (não o doce, mas a farofa feita com farinha de mandioca e carne de sol). Como ninguém quer encarar decisões tão difíceis logo de cara, vá ao Boteco Praia e se deixe levar pelo maravilhoso mundo dos petiscos praianos, que incluem camarão empanado e coxinha de caranguejo. O crustáceo, aliás, é estrela de vários cardápios, algo que os cearenses adoram comer, seja no formato mais al dente, seja em uma caranguejada estilo moqueca, com pirão para acompanhar. Também come-se muito peixe fresco e camarão no O Mar Menino – onde os frutos do mar ganham um approach mais sofisticado, em pratos individuais com boa apresentação – ou no familiar e movimentado Coco Bambu, um favorito de moradores e visitantes. Aqui, os pratos são grandes, então guarde espaço para a cocada de forno, cremosíssima, servida com sorvete de tapioca.

 

Cuscuz com carne de sol e queijo coalho, do empório La Brasilerie

 

O café da tarde não fica melhor do que no La Brasilerie, um empório de delícias regionais, como o cuscuz com carne de sol e queijo coalho, tapiocas recheadas e sobremesas para acabar de vez com a dieta. Para o jantar, vá nos italianos, como o clássico Pulcinella, considerado um dos melhores restaurantes da cidade, ou entregue-se à pizza inesquecível da Vignoli, de massa crocante e muito fina, que se come com as mãos (devidamente protegidas com luvinhas de plástico). Outra boa opção para a noite, principalmente para quem está de carro, é circular pela Varjota, o bairro boêmio onde os fortalezenses sentam para tomar cerveja e caipirinha de caju.

 

Massa al dente com camarões aos quatro queijos, do Pizza Vignoli

 

 

O maior programa de fim de tarde, quando o sol vai dando trégua, é explorar o Dragão do Mar, um complexo cultural que abriga salas de exposição, teatro, música e cinema, e é um monumento arquitetônico bem no centro da cidade. Responsável pela revitalização urbana da região, o Dragão do Mar fez surgir em seu entorno inúmeras lojas de artesanato, bares com intensa programação noturna e até outros centros de cultura (como a Caixa Cultural, sempre com boas mostras) e museus.

 

O complexo cultural Dragão do Mar, com salas de exposição, teatro, música e cinema

 

Ali pertinho também está o Mercado Central – mas é preciso ir mais cedo, porque fecha às 18h –, de onde sairão as lembrancinhas de viagem e compras fundamentais para uma casa, como uma boa rede (bonitas, baratas e artesanais, a especialidade do Ceará) e alguns sacos de castanha de caju, outra iguaria local – difícil encontrá-las mais frescas e saborosas em qualquer outro lugar do país.

 

Interior do Mercado Central, ideal para ir às compras de souvenires

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