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Edição Atual Família Schurmann completa 35 anos de aventuras

Família Schurmann completa 35 anos de aventuras

Heloisa Schurmann

O rumo dos filhos da família Schurmann, 35 anos depois da primeira aventura 

 

Esse é um mês histórico para a Família Schurmann. Há 35 anos, partíamos para uma aventura inédita para nós – e os brasileiros. Foram dez anos de preparação para uma viagem que durou uma década, passou por 28 países, em quatro continentes.

 

Navegamos 65 mil milhas (o equivalente a 105 mil quilômetros) até retornarmos como a primeira família brasileira a dar a volta ao mundo a bordo de um veleiro. Quando este sonho começou, Pierre tinha 5 anos; David, apenas alguns meses; e Wilhelm, esse chegou no meio dos preparativos. Mergulho em um mar de lembranças e também diante de uma pergunta que me persegue desde que decidimos partir: “e os meninos?”

 

Pierre tinha 15 anos quando zarpamos de Florianópolis. Quando chegamos aos Estados Unidos, manifestou a vontade de estudar administração e criar uma carreira de “business man”. Em 1997, iniciou uma trajetória de empreendedorismo que culminou na fundação da Bossa Nova, o fundo de Venture Capital mais ativo da América Latina. Em meio à correria do mundo dos negócios, sempre resgata seu lado marinheiro, retornando a bordo. Agora acompanhado dos filhos, entre eles Emmanuel, representante oficial da terceira geração Schurmann desde a Expedição Oriente.

 

Aos 13 anos, David ganhou uma câmera de vídeo 8mm e começou a contar as suas (e as nossas) histórias. Aos 16, desembarcou na Nova Zelândia para estudar cinema e, em 1997, retornou como nosso cineasta-marinheiro (ou marinheiro- cineasta?). Entre produções consagradas, lançou “Pequeno Segredo”, eleito para representar o Brasil na categoria de Melhor Filme Estrangeiro do Oscar 2017. O filme conta nossa linda história com Kat – amada filha, nossa eterna estrelinha.

 

Wilhelm cresceu a bordo. O veleiro foi sua moradia, escola e principal área de lazer dos 7 aos 17 anos. Durante a primeira volta ao mundo, aos 10 anos, aprendeu a velejar de windsurfe. Apaixonado pelo esporte, tornou- se atleta profissional, participou de mais de mil regatas, ganhou mais de 180 medalhas e troféus nacionais e internacionais e passou a ser reconhecido como um dos maiores nomes do windsurfe no Brasil e no mundo. Desde 2014 mora no veleiro Kat – que ajudou a construir.

 

Me orgulho em ver que aqueles três meninos tornaram-se homens do mar, donos dos seus destinos, mantendo-se preocupados com o planeta e com um delicioso sorriso no rosto. Acho que podemos dizer que cumprimos com nossa missão. Questionamentos podem surgir no caminho, assim como tempestades e maremotos. Mas, com convicção e segurança no que se dispôs a realizar, tudo dará certo.

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