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Edição Atual Como se aventurar pelo mundo com os filhos – e a bordo de uma bicicleta

Como se aventurar pelo mundo com os filhos – e a bordo de uma bicicleta

The Veigas

Quem gosta de pedalar sabe muito bem a sensação de explorar o novo com o vento batendo no rosto. No meio de uma viagem, alugar uma bicicleta pode ser uma mão nas duas rodas: agiliza o vaivém, deixa os pequenos deslocamentos mais baratos e, além disso, vira diversão.

 

Nosso primeiro passeio de bike com o Chico foi com ele ainda bem pequeno, quando tinha menos de um ano. Ele ficava naquela cadeirinha para bebês – que vai na frente, à vista do ciclista, engatada no guidão. Costumávamos alugar uma bicicleta no Parque Villa-Lobos, na região de Pinheiros, em São Paulo, porque era próximo de onde morávamos. Passeávamos pelo parque e nos arriscávamos – pais principiantes, um tanto temerosos – pelas ruas do entorno, bem-servidas por ciclovias.

 

A brincadeira foi se tornando tão gostosa que, pouco tempo depois, compramos nossas bicicletas. Chico já era maior e podia ficar na cadeirinha traseira. E começamos a pensar se não seria legal também usar bicicleta nas viagens.

 

Na Rússia, em 2016, alugamos uma bike por algumas horas para explorar o gigantesco parque VDNKh. No ano seguinte, em uma viagem ao Chile, também pedalamos para conhecer uma vinícola na região de Casablanca. De lá para cá, sempre que chegamos a um local novo ficamos tentados a fazer algum passeio de bicicleta. Infelizmente, aqueles serviços muito legais de locação de magrelas por aplicativos, abundantes hoje nas grandes cidades, não costumam contar com cadeirinhas para os pequenos.

 

Aqui na Itália, moramos bem perto de uma ciclovia gigantesca: são 86 quilômetros margeando o canal Villoresi. De casa até Monza – onde há um parque belíssimo – são 15 quilômetros pedalando. Passeio garantido para um domingão.

 

Mas a nossa maior aventura ciclística, um percurso de 116 quilômetros, aconteceu no finzinho de agosto. Decidimos conhecer o Vale do Loire, região francesa famosa pelos seus mais de 300 castelos, usando a bicicleta como o único meio de transporte. Há várias empresas que facilitam o processo – alugam os veículos, indicam as rotas, levam as malas de um hotel a outro e dão toda a segurança necessária.

 

Os segredos do prazer de uma viagem como esta? Autonomia: ao longo dos trajetos, parávamos onde queríamos, descansávamos na grama e fazíamos piqueniques. Natureza e história: as paisagens ao redor, a França rural com suas plantações e pequenas vilas medievais, os bosques bonitos. Integração: éramos só nós três, sentindo a imensidão do mundo, em um perfeito sentido de família.

 

Se você ficou com vontade, não tenha receio algum. Aventure-se! Caia na estrada de bike.

 

DICAS PARA ESCOLHER O MELHOR TIPO DE CADEIRINHA:

 

  • A cadeirinha convencional, que vai fixada na garupa, é a mais prática para o dia a dia. Não interfere na dirigibilidade e dá segurança pela proximidade da criança.
  • A versão “carretinha”, em que a criança é rebocada, foi a que utilizamos no Vale do Loire. Em deslocamentos longos, oferece um conforto maior ao seu filho. A desvantagem: pesa muito, principalmente nas subidas.
  • Na Rússia, pedalamos em uma bicicleta em que a criança ficava na frente. Era meio que um triciclo invertido: duas rodas na frente, outra atrás. Dirigibilidade bem mais difícil.

 

Vinícola na região de Casablanca, no Chile, oferece passeios de bike

 

The Veigas

 

São a designer Mariana, o jornalista Edison e o pequeno Chico – que tem 4 anos e já fez bagunça em 21 países diferentes. Eles moram em Milão e suas aventuras podem ser acompanhadas pelo Instagram @the_veigas

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