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Destino Nacional Destino Nacional Chapada Diamantina: aventura e natureza abundantes no coração da Bahia

Chapada Diamantina: aventura e natureza abundantes no coração da Bahia

Amanda Antunes

A Chapada Diamantina recebe visitantes de vários lugares do mundo que buscam mergulhar em paisagens exuberantes, com direito a uma boa dose de aventura

 

Em toda sua multiplicidade de paisagens e atrações, a Bahia é um lugar para o qual sempre há motivos para voltar. E, bem no meio do seu território, no coração desse estado enorme, um local bate forte para os amantes do ecoturismo. A 450 quilômetros de Salvador, o Parque Nacional da Chapada Diamantina oferece horizontes de tirar o fôlego, águas cristalinas e cachoeiras suntuosas. Todas as atrações parecem obrigatórias, todas as paisagens, únicas. Mas para poder aproveitar a Chapada como se deve, é importante se preparar para explorar os mais de 150 mil hectares de natureza preservada.

 

Antes de viajar, pesquise as atrações que você mais deseja conhecer. Isso pode economizar bastante tempo de deslocamento. Em uma viagem de 7 dias, por exemplo, o ideal é dividir a estadia entre duas cidades, como Lençóis e Igatu.

 

No Riachinho, pôr do sol é a principal atração

 

Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Lençóis é marcada pela história do garimpo, principal motor econômico da Chapada no século passado. Com casas históricas e coloridas, pessoas nas calçadas conversando, clima ameno e restaurantes com música ao vivo, é impossível não simpatizar de cara. E como ali se concentra a maior parte das agências de turismo, é um bom lugar para ter como base para os passeios.

 

A viagem pode começar com três cartões-postais imperdíveis: a Gruta da Lapa Doce, a Fazenda Pratinha e o Morro do Pai Inácio. Atravessar os 80 metros da Gruta da Lapa Doce iluminados apenas por uma lanterna já faz o coração vibrar. O caminho é todo de areia e as rochas em tom rosado deixam o local ainda mais encantador. Dentro da gruta, um presépio esculpido pelas estalactites e estalagmites formam uma verdadeira obra de arte.

 

Lençóis combina casas históricas e coloridas, pessoas nas calçadas conversando e clima ameno

 

A famosa Gruta da Pratinha é o lugar perfeito para flutuar e nadar com os peixinhos. O contraste das pedras claras e da água azul é especial, e explorar este local é um dos pontos altos da viagem. Descer de tirolesa até a piscina natural e visitar o Poço Azul na parte da tarde são duas atividades imperdíveis para quem vai visitar a fazenda, cuja infraestrutura é simples, mas bem completa.

 

Para fechar o dia e apreciar a imensidão da Chapada Diamantina, dá para ir até o topo do Morro do Pai Inácio, no município de Palmeiras. Depois de subir os 300 degraus que te levam à vista de mais 1.100 metros de altitude, se entende por que o mirante é o cartão-postal da Chapada. Lá do alto, dá para ver as principais formações do parque, como o Morro do Camelo, o Morrão e o Três Irmãos, cujos contornos ganham mais vida quando os últimos raios de sol os iluminam.

 

No segundo dia, o trekking até a Cachoeira da Fumaça pode ser desafiador. Ao todo, são dois quilômetros de subida e quatro quilômetros em trilha plana, ideais para apreciar a paisagem e os grandes paredões da Chapada. Com seus 340 metros de altura, a Cachoeira da Fumaça é considerada a segunda maior do Brasil e ganhou este nome porque suas águas se desmancham antes mesmo de tocar o chão.

 

Gruta da Lapa Doce é um dos lugares imperdíveis da Chapada

 

Até quando a cachoeira está seca vale subir até o topo, que garante uma vista única do parque. A adrenalina de deitar em um dos platôs para admirar o lago da cachoeira não tem preço. Dali, você pode fechar o dia no Riachinho, um rio bem tranquilo, ideal para tomar banho e apreciar mais um pôr do sol inesquecível.

 

Uma atração pouco conhecida, mas muito surpreendente, é o Pantanal do Marimbus. Para chegar até lá, vá à Vila do Remanso e se prepare para as belezas que estão por vir. São cerca de oito quilômetros navegando em meio a águas mansas e cristalinas do Rio Santo Antônio. A vegetação alagada, marcada pela diversidade de espécies, proporciona momentos de tranquilidade e conexão com a natureza.

 

Se a Cachoeira do Roncador estiver com um volume de água reduzido, ao chegar no fim da navegação, você pode fazer uma leve caminhada para visitar as piscinas naturais do Roncador. O contraste da coloração escura da água com as pedras avermelhadas transforma o lugar em um verdadeiro oásis.

 

Piscinas naturais do Rio Roncador são acessíveis quando nível de água da cachoeira está baixo

 

Não deixe de incluir no roteiro o passeio até a Cachoeira do Buracão, em Ibicoara. Com 85 metros de altura, o acesso à queda d’água é feito por meio de uma trilha moderada de cerca de uma hora e meia. Durante o percurso, há cachoeiras menores e paisagens de tirar o fôlego. No final da trilha há um grande lago, formado entre cânions, que você pode atravessar nadando ou caminhando. A vantagem de encarar a água gelada é admirar, de baixo, a imponente queda d’água. O volume é impressionante, o que faz esse passeio praticamente obrigatório.

 

Dois dos principais atrativos da região, o Poço Encantado e o Poço Azul merecem cada minuto gasto ali admirando seus contornos e tons de índigo. O primeiro tem uma vista mais contemplativa e fica dentro de uma gruta, iluminada pelos raios solares que encontram caminho entre as pedras. Já no Poço Azul é possível fazer flutuações, que têm duração de cerca de 15 minutos. Em ambos, a transparência da água é impressionante. Mesmo em profundidades que chegam a 60 metros, é possível observar nitidamente o fundo.

 

Antes de partir, reserve um tempo para visitar Igatu, cidade de pedras que foi cenário importante da história do garimpo. Hoje com cerca de 400 habitantes, a vila atrai turistas que desejam descansar em um lugar calmo e que retrate bem o espírito e a história da região. Afinal, mais que um paraíso natural e aventureiro, a Chapada Diamantina é um lugar para guardar na memória graças ao seu passado, sua gente e seus sabores.

 

Com adrenalina: a vista de cima da Cachoeira do Buracão

PREPARE-SE

· Como os percursos são longos e muitas trilhas exigem guias credenciados, é importante contratar uma agência, para que sua viagem seja feita com segurança e conforto.
· Acordar bem cedinho faz parte da rotina. Assim como usar roupas leves, que secam rápido, e tênis ou botas para trilha, aliados nas longas caminhadas.
· Para visitar alguns atrativos, o preparo físico é fundamental. Mas é possível alternar trilhas (algumas chegam a ter 12 quilômetros) com dias tranquilos, visitando lugares mais acessíveis.

CHAPADA DIAMANTINA EM NÚMEROS

Com mais de 150 mil hectares, é composta por 24 municípios
A população total é estimada em 395.620 habitantes
Área de transição de biomas, tem característica de 4 deles: Cerrado, Caatinga, Campos Rupestres e Matas de Altitude
Está a 450 quilômetros de Salvador, cidade que é destino Avianca desde 2003
Por Salvador, já passaram mais de 12 milhões* passageiros e 122 mil* voos.
* Dados Avianca Brasil

 

Transição de biomas, Chapada tem características de quatro deles

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