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Destino Nacional Destino Nacional Carnaval: um roteiro por cinco capitais da folia

Carnaval: um roteiro por cinco capitais da folia

Juliana Deodoro e Luiza Vieira

Maior expressão cultural do país, o carnaval voltou de vez para as ruas, onde a festa acontece de forma espontânea e livre. Essa democratização permitiu também que não só cidades com enorme tradição carnavalesca tivessem a folia garantida. Capitais que cavam vazias durante o feriado se tornaram, nos últimos anos, destinos certos para pular e brincar. Seja no concreto paulistano, ao som de blocos tradicionais de Salvador e Olinda, sob o sol escaldante do Rio de Janeiro ou no surpreendente ritmo belo-horizontino, neste ano a regra é “gingar pra dar e vender”.

 

RIO DE JANEIRO

 

NÃO PARA, NÃO PARA, NÃO PARA NÃO

 

Sem hora para acabar e sem trajeto definido, o Cordão do Boi Tolo é um dos maiores blocos não o ciais do Rio de Janeiro. O cordão sempre se concentra na região central da cidade e, ao longo do dia, vai se dividindo em blocos menores que, no final, voltam a se encontrar para terminar a festa em grande estilo.

Secreto: Para descobrir o horário e o local de saída do bloco, é necessário ficar atento às redes sociais, onde essas informações são publicadas com pouquíssima antecedência.
Data, horário e local em @cordaodoboitolo

 

 

ALÉM DO INFINITO EU VOU VOAR

 

Músicos, malabaristas, acrobatas, equilibristas em pernas de pau e mágicos fazem da Orquestra Voadora um dos blocos mais interessantes do carnaval carioca. Isso porque, além de toda a alegria, brilho e energia que a festa já inspira, estes artistas dão um espetáculo à parte, contagiando os foliões.

Cidade Maravilhosa: O trajeto do bloco também é inspirador. A concentração é no Aterro do Flamengo e ele segue até o Museu de Arte Moderna.
5/03 (terça-feira), no Aterro do Flamengo

 

 

FEITO BOLA DE SABÃO

 

Um dos mais tradicionais blocos infantis do Rio de Janeiro, o Gigantes da Lira realiza, há mais de 20 anos, uma festa para crianças (e para a família toda) uma semana antes do carnaval. Se juntam à bateria artistas circenses, palhaços e vários outros personagens para animar a criançada.

Reforço pernambucano: O abre-alas da folia é o Boneco Gigante da Lira, de quatro metros de altura, uma criação de Aluísio Augusto, inspirado nos bonecos de Olinda.
24/02 (domingo), às 8h, na praça da Rua General Glicério

 

 


Sombra e água fresca

 

Nem só de muvuca e confete vive o Rio de Janeiro durante o carnaval. Quem quer fugir dos blocos e do desfile das escolas de samba encontra no Recreio o lugar ideal. Na zona oeste da cidade, depois da Barra da Tijuca, o bairro tem belas praias, com boa infraestrutura e extensas faixas de areia. A da Reserva, por exemplo, fica em uma área de preservação ambiental e é mais sossegada, acessível apenas de carro. Já a Praia do Recreio é para a família toda, com espaços para a prática de esportes, como vôlei, caminhadas e pedaladas. Os surfistas de plantão se encontram bem cedo na Praia da Macumba. E quem gosta de aventura pode subir a Pedra do Pontal para curtir a vista.

 


 

SÃO PAULO

 

YEAH, YEAH, YEAH

 

Em São Paulo, o pré é quase tão animado quanto o carnaval em si. Nas semanas que antecedem a festa, grandes blocos prometem tomar as ruas da capital paulista. Um dos destaques é o Sargento Pimenta, inspirado nos Beatles, que transforma clássicos do rock britânico em música para pular.

Haja fôlego: Nos dias 23 e 24 de fevereiro, outros blocos grandes acontecem na cidade, como o Bicho Maluco Beleza, de Alceu Valença, o Casa Comigo e o Ritaleena, em homenagem à Rita Lee.

23/2 (sábado), 11h, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, próximo à Avenida Juscelino Kubitschek

 

 

 

PRA VER A BANDA PASSAR

 

Se o crescimento do carnaval paulistano fez com que muitos investissem em carros de som, cordas, entre outros apetrechos, pode-se dizer que a Espetacular Charanga do França continua “tradicional”. Liderada pelo músico Thiago França, o bloco conta com a potência dos instrumentos (os metais lideram por ali) e o gogó dos foliões para levar o repertório, que inclui marchinhas e músicas contemporâneas.

Madrugue: Para car perto dos musicistas e curtir mais o bloco, a dica é chegar cedo, ainda na concentração, e garantir um bom lugar no gargarejo.
04/03 (segunda-feira), 9h, na Rua Imaculada Conceição, na esquina com a Barão de Tatuí

 

 

PRO BEBÊ NÃO CHORAR

 

Os foliões mirins têm lugar garantido no carnaval paulistano. No bloco Mamãe Eu Quero, a criançada pula, toca, brinca e se fantasia à vontade. Com um repertório que não se limita a músicas infantis – e inclui também marchinhas e MPB – a família inteira pode se divertir na festa.

Outras brincadeiras: Com crianças, tudo pode ser motivo de diversão. Confete e serpentina são acessórios quase obrigatórios, assim como bolinhas de sabão.

23/02 (sábado), 10h, na Praça Irmãos Karmann

 


Vista para a urbe

 

A selva de pedras também tem espaço para florestas de verdade. O Parque Estadual da Cantareira é uma reserva de Mata Atlântica dentro da capital paulista e pode ser um bom escape para aqueles que não querem mais ouvir nenhuma marchinha. A maior atração do parque é a Pedra Grande, um mirante do qual é possível observar o skyline paulistano. Para chegar até ela, é necessário percorrer uma trilha de aproximadamente cinco quilômetros. Apesar de extensa, a caminhada é tranquila, e a vista para a cidade compensa o esforço.

Parque Estadual da Cantareira, aberto das 8h às 15h, aos sábados, domingos e feriados. Rua do Horto, 1799.

 


 

RECIFE E OLINDA 

 

O CANTO DESSA CIDADE É MEU

 

De origem pernambucana, o maracatu é um dos mais antigos ritmos afro-brasileiros. Durante o carnaval, grupos de todo o estado se apresentam em Recife, em um desfile organizado pela prefeitura. Vale a pena ver as cores das fantasias de maracatu rural e a riqueza estética e rítmica do maracatu nação.

Para todo mundo: A 70 quilômetros de Recife, Nazaré da Mata é a capital do ritmo no estado. Na segunda e terça de carnaval, a cidade é palco de encontros dos grupos de baque solto, com a presença de dezenas de agremiações.

 

 

FOI A SAUDADE QUE ME TROUXE PELO BRAÇO

 

Depois de passar o dia todo subindo e descendo as ladeiras de Olinda, o folião quer apenas descanso, certo? Errado! Durante os cinco dias de carnaval, a melhor pedida é terminar em Recife, no palco montado pelo Rec-Beat no Cais da Alfândega. O festival, que é gratuito e ao ar livre, traz artistas nacionais e internacionais para se apresentarem todos os dias.

No palco: Neste ano, entre as atrações confirmadas estão Tim Blake, da Inglaterra, a espanhola Rozalén, So a Viola, da Argentina, e Tuyo, banda brasileira.
02/03 a 05/03 (sábado a terça-feira), às 19h30, no Cais da Alfândega, em Recife

 

 

A EMBRIAGUEZ DO FREVO

 

No carnaval pernambucano, todo mundo se rende ao frevo – até os roqueiros. No Tá Bom, a Gente Freva, bloco formado por músicos e profissionais da cena artística de Recife, clássicos como Beatles, Rolling Stones, Black Sabbath e James Brown são tocados no ritmo.

Todos os estilos: Olinda é, definitivamente, uma miscelânea musical. Do frevo à marchinha, do afoxé ao maracatu, basta virar uma esquina para dar de cara com blocos diferentes.
02/03 (sábado), às 15h, no Mosteiro de São Bento, em Olinda

 


Jardim de esculturas

 

Acredite se quiser: é possível fugir do carnaval na terra do frevo. A Oficina Brennand, a 20 minutos do centro de Recife, é um verdadeiro oásis de calmaria, com um belo gramado e o trabalho inconfundível do mestre da cerâmica Francisco Brennand. O conjunto arquitetônico reúne incontáveis obras produzidas ao longo de sua carreira, marcadas pela temática recorrente de um universo dionisíaco, subterrâneo e sexual. Com sorte, é possível encontrar com o próprio escultor passeando pelo galpão. Não se intimide: Francisco Brennand é ótimo de papo, sempre risonho e disposto a tirar selfies com os visitantes.

Foto: Rafa Medeiros/Prefeitura do Recife

BELO HORIZONTE

 

GENTE É PARA BRILHAR

 

O que começou como uma brincadeira entre amigos se tornou um dos maiores blocos de carnaval da capital mineira. Com um repertório recheado de clássicos do axé dos anos 1990, o Então, Brilha abre o carnaval belo-horizontino junto com o raiar do dia: os foliões começam a se reunir na região central da cidade antes das seis horas da manhã do sábado, para a festa que vai até o começo da tarde.

Para não perder o bonde: As cores oficiais do bloco, rosa e amarelo, são as preferidas também do público, que, em sua maioria, usam fantasias e adereços de acordo com o dresscode.

02/03 (sábado), ao raiar do sol, na Avenida dos Andradas, esquina com Rua Curitiba

 

Foto: Alexandre Guzanshe/Belotur

 

É CHIC, CHIC, CHIC DEMAIS

 

Na Corte Devassa, as fantasias são levadas muito (mas muito) a sério. Criados por atrizes e atores de teatro, os costumes são inspirados nas cortes parisienses dos séculos 15 e 16, com muito pó de arroz, babados e perucas. O repertório, no entanto, é do século 20 mesmo, com marchinhas, axés e sambas.

Passeio cultural: Entre uma música e outra, aproveite o cenário da rua Sapucaí, via que se transformou em mirante, para ver os grafites pintados em empenas do centro da cidade.
04/03 (segunda-feira), às 15h, na Rua Sapucaí

 

 

ME DEIXE À VONTADE

 

O esquenta mais famoso do carnaval belo-horizontino acontece nas ladeiras do bairro Santo Antônio, na zona sul da capital. O Mamá na Vaca é um dos blocos pioneiros no renascimento da festa na cidade e tem esse nome por terminar sempre em frente a uma escultura do animal em concreto que, desde a década de 1980, enfeita uma das ruas da região.

Tradição mineira: A bebida oficial dos foliões mineiros é o “chup-chup” (ou geladinho, em outras cidades). Muita gente faz o “drink” em casa e leva em sacolas térmicas – para vender e para consumo próprio.
23/02 (sábado), no Santo Antônio


SALVADOR

 

QUEM É QUE SOBE A LADEIRA

 

A Ladeira do Curuzu é o ponto de partida dos tambores do Ilê Aiyê, o maior bloco afro da cidade, com mais de 40 anos de história. Fundado no bairro da Liberdade, é a maior expressão do carnaval cultural de Salvador. O início do desfile acontece na sacada do terreiro Ilê Axé Jitolu e os percussionistas desfilam até o alto da ladeira, ao som de samba-reggaes imortalizados por grandes nomes do axé.

Fashion bloco: Na rua, moradores integrantes do bloco realizam um desfile à parte, com roupas e turbantes de gala para a estreia na festa.
02/03 (sábado), às 21h, no Curuzu

 

 

PULANDO QUE NEM PIPOCA

 

Na rua e sem cordas, cada vez mais o carnaval de Salvador leva grandes artistas para desfilar em trios independentes, onde os abadás perdem lugar para as fantasias. O cantor Saulo é um dos que lideram esse movimento, que conta também com Daniela Mercury e o grupo BaianaSystem, entre outros.

Se localize: Salvador tem dois circuitos: Barra/Ondina, onde está a maioria dos camarotes; e Campo Grande, que reúne a maior parte dos trios independentes.

 

 

AVISA LÁ QUE EU VOU 

 

A regra do carnaval de rua do Pelourinho é a espontaneidade. Durante os dias de folia, as ruas de paralelepípedo do centro histórico são tomadas por foliões fantasiados para curtir bandas de fanfarra, blocos infantis e grupos folclóricos de Salvador e do Recôncavo Baiano.

Para todos: Pela diversidade da programação, a festa no Pelourinho atrai todos os públicos. De dia, as ruas são ocupadas por famílias e crianças e depois por jovens – à noite, shows de artistas importantes acontecem em palcos montados pela prefeitura.

 


Sonífera ilha

 

Para quem busca sombra, água fresca e, principalmente, sossego, uma boa pedida é escapar da frenética Salvador em direção às ilhas. Paradisíacas, Morro de São Paulo e Boipeba, na Costa do Dendê, aguardam os visitantes ávidos por uns dias de descanso da folia, oferecendo o que a Bahia tem de melhor: paisagens belíssimas à beira-mar, gastronomia típica com moquecas, bobós e acarajés e, é claro, as boas vibrações baianas. Vale o passeio às piscinas naturais de Moreré, de águas cristalinas – o snorkel, aqui, se torna até mesmo dispensável – e a Praia de Garapuá, separada de Morro de São Paulo por um manguezal.

 


 

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