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Destino Internacional Destino Internacional Cancún e Riviera Maia: badalação e sítios arqueológicos no caribe mexicano

Cancún e Riviera Maia: badalação e sítios arqueológicos no caribe mexicano

Nataly Costa

Destinos certos o ano inteiro, Cancún e Riviera Maia reúnem praias, festas e muita história

Quando ir

Por ser destino de férias o ano todo, especialmente entre os norte-americanos, há sempre o que fazer em Cancún e dá praia em qualquer época, com temperaturas entre 20 e 30 graus. Atente para a altíssima temporada, que vai do Réveillon até março, quando chegam centenas de adolescentes spring-breakers dos Estados Unidos. O segundo semestre pode ser um pouco mais chuvoso, mas nada que atrapalhe. É também nesse período a temporada de furacões, o que não chega a ser caso de alarme, já que a região é, geralmente, pouco atingida.

 

 

Uma cidade-resort moldada ao sabor do turismo, com hotéis luxuosos à beira de um mar do Caribe, que só pode ser chamado de impecável. Cancún é sinônimo de grandiosidade e, como se uma vida de drinks e mordomias não bastasse, pode ser só o começo da viagem de quem não se farta de mar azul e deseja explorar os arredores, como a pitoresca Isla Mujeres, a fervidíssima Playa del Carmen ou a ex-hippie Tulum, que compõem o trecho conhecido como Riviera Maia. É verdade que Cancún é tão internacional que, por vezes, se esquece que estamos na terra dos mariachis.

 

Mas, se combinar direitinho, dá para conciliar comida de resort com bons restaurantes, faixas de areia desertas e praias animadas, roteiros de barco e de carro, ilha e terra firme e até um passeio histórico às pirâmides de Chichén Itzá, considerada uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo. São apenas 22 quilômetros de praia, o que pode parecer pouco comparado ao nosso extenso litoral. Mas Cancún recebe sozinha a mesma quantidade de turistas que o Brasil inteiro em um ano (cerca de 7 milhões de visitantes nacionais e estrangeiros), que garantem à cidade a impressionante média de 80% de ocupação hoteleira de inverno a verão.

 

O sítio Arqueológico de
Chichen Itzá abriga as
preciosidades do povo Maia

 

Tem hotel para todos os bolsos e gostos, desde os maiores, pertencentes às grandes cadeias multinacionais, aos mais modestos, com piscinas em tamanhos variados, com ou sem atividades recreativas e de lazer, tendo dois ou dez restaurantes. É preciso ter em mente apenas que seu endereço será a Boulevard Kukulkán, a grande via entre o mar e o lago onde ficam os melhores resorts e onde tudo acontece, e não faz muito sentido ficar fora dali. O que não significa que você não possa dar seus passeios – aliás, isto deve ser feito, seja de carro alugado, táxi ou em miniexcursões arranjadas por dia e por destino.

 

A dúvida de muitos visitantes, de contratar ou não o serviço all-inclusive, é justificada: do café da manhã ao chazinho da madrugada, está tudo incluído no valor da diária e não é preciso se preocupar com a conta do bar da piscina nem com a do restaurante. A escolha, no entanto, depende do perfil e estilo de viagem de cada um. Se a ideia é ficar no hotel e descansar sem maiores esforços, vale a pena. Se a pedida é bater pernas pelo destino, com idas à Isla Mujeres, passar um dia em Playa del Carmen ou dedicar uma tarde às pirâmides ou a um parque temático, talvez seja melhor pagar as refeições por fora, onde estiver.

 

Vida boa

Os primeiros dias em Cancún podem e devem ser de descanso. Com uma boa estrutura de hotel e o mar azulzinho brilhando à frente, é mais do que compreensível optar pelo esquema praia e piscina, drinks e comidinhas. Entre um resort e outro, há shoppings como o La Isla, mas também pequenos centros de compras com artesanato, lojinhas e bares, bons para serem explorados no começo da noite, com o sol já posto. Em alguns (poucos) casos vai-se a pé, em outros toma-se um táxi ou um ônibus circular, que sobe e desce a rua dos
hotéis, apanhando os turistas e levando-os de um ponto a outro.

 

Os mais entusiasmados apostam nas casas noturnas espalhadas pelo balneário, que oferecem noitadas de música internacional e muita tequila em ambientes frequentados majoritariamente por jovens norte-americanos em período de spring break ou férias. Grupos de homens e mulheres em despedidas de solteiro também são comuns. A culinária é pouco mexicana e mais internacional, com bastante guacamole, é claro, mas também churrascarias, pizzarias e restaurantes italianos.

 

 

No Cenacolo, que fica no shopping Marina Town Center, as massas são caseiras e alguns pratos preparados à mesa, como o Devil’s Penne, que chega ainda al dente e é temperado com tomate, alho e pimenta dentro de uma enorme roda de queijo pecorino. Em outros restaurantes, segue-se a regra de agradar o paladar americano, com hambúrgueres, fajitas e tacos, mas não no estilo mexicano tradicional, com tortilhas de milho, e sim à la tex-mex, com muito molho e temperos menos picantes.

 

Para ir além

Para sair do balneário, comece com um passeio de barco à Isla Mujeres, onde se pode passar o dia cercado pelo mar do Caribe em um clima mais relaxado. Chegar ali é bem simples: catamarãs saem do centro de Cancún e
da zona hoteleira, e a viagem dura aproximadamente 20 minutos. Outra opção é explorar a Riviera Maia. Antes conhecida por atrair visitantes mais hippies e esotéricos, essa região do litoral mexicano oferece praias belíssimas, opções de lazer familiares e muita história.

 

 

Dormir uma ou duas noites em Playa del Carmen, uma das principais cidades, é bastante recomendável. Assim, dá para curtir a atmosfera boho do local, que tem barracas de praia com música até o fim de tarde e diversos restaurantes charmosos, com uma estética menos americanizada que Cancún. Quem é bom de mergulho não pode deixar de conhecer Cozumel, paraíso das águas claras onde pelo menos um snorkel é obrigatório para observar a rica fauna marinha – e isso se você não for mesmo para o fundo do mar de cilindro e toda parafernália profissional. Já com crianças e adolescentes, a pedida é escolher entre os parques Xcaret ou Xel-Há, que têm tirolesa, boia cross, tobogã e um sem-fim de atividades aquáticas.

 

Como explorar

É possível contratar passeios individuais ou em grupo, fazendo bate-volta a partir de Cancún. O carro só passa a fazer sentido quando você quer fazer roteiros por conta própria, ou então levantar acampamento e explorar outras paragens. A Isla Mujeres fica a 20 minutos de catamarã. As embarcações saem do centro e da
zona hoteleira.

 

  •  Até Playa del Carmen são apenas 70 quilômetros. De lá, é possível pegar os barcos
    que levam a Cozumel
  •  Os parques Xcaret e Xel-Há podem ser atividades de um dia. O primeiro está a 76
    quilômetros de Cancún; o segundo, a 114
  •  Tulum está a quase duas horas de viagem, mas o mar cristalino e a água mansa
    fazem valer a pena
  •  Visitar o sítio arqueológico de Chichén Itzá requer um esforcinho maior: a atração
    está a 200 quilômetros de Cancún, e quase equidistante de Playa del Carmen

 

 

A orla de Isla Mujeres

 

 

A viagem pode continuar até Tulum, outros 60 quilômetros adiante. Ali, nada de hotelões all-inclusive nem agito na praia: a hospedagem é mais rústica, pé-na-areia, mas com conforto, e o mar é mais tranquilo em todos os sentidos, com menos ondas e turistas. É verdade que já faz muito tempo que a cidadezinha foi descoberta e não guarda mais o ar hippie de outrora, mas ainda é uma bela alternativa para quem quer variar de Cancún, seja para dormir ou passar o dia. O que faz de Tulum um passeio perfeito é que, além das águas cristalinas e praia mansa, a cidade tem um sítio arqueológico à beira-mar, tornando a paisagem imbatível.

 

Agora, se a pegada for mais histórica, vale a pena reservar um dia para visitar Chichén Itzá. São 2h30 de viagem e a oportunidade única de visitar um dos sítios arqueológicos mais imponentes do mundo. Chichén Itzá foi uma antiga cidade construída pelo povo Maia, cujas ruínas e pirâmides muitíssimo bem preservadas guardam os segredos e mistérios daquela civilização. Se fizer muito calor, a cereja do bolo é aproveitar a viagem e parar no Cenote Ik-Kil, uma espécie de poço formado em cavernas e preenchido por águas translúcidas de rios subterrâneos, muito típicos na região. Além da paisagem encantadora – imagine uma piscina muito azul cercada pelo verde selvagem descendo das rochas –, um banho naquelas águas geladas vem bem a calhar.

 

O mergulho nas águas de Ik-KIl; abaixo, o cenário pitoresco de Tulum

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