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Bogotá: um roteiro para conhecer a cultura colombiana

Juliana Deodoro

Rica em equipamentos culturais e com eventos o ano inteiro, capital colombiana surpreende pela diversidade e qualidade das atrações

 

No fim do século 19, Bogotá ainda era uma cidade pós-colonial, mas encantava os estrangeiros que a visitavam por uma característica específica: a cultura de seus habitantes. Nessa época, estudiosos e pesquisadores europeus estiveram na capital colombiana e lhe deram um apelido que, até hoje, mais de cem anos depois, é lembrado e celebrado pelos bogotanos: a Atenas da América do Sul. Em pleno 2018, Bogotá ainda fascina quem a conhece pelos monumentos, bibliotecas, igrejas, museus e por sua diversidade musical. De Fernando Botero a Gabriel García Márquez, da salsa ao grafite, a cultura colombiana pode ser explorada em todas as suas nuances na capital.

 

Com tantas opções, é importante se organizar e ficar atento à programação oficial. Há alguns centros culturais, entretanto, que merecem entrar em qualquer lista, e a grande vantagem é que estão todos muito próximos, concentrados, em sua maioria, na parte histórica da cidade, no bairro da Candelária.

 

ARTES VISUAIS

 

O Museu Botero reúne 123 obras, entre pinturas, desenhos e esculturas do artista plástico mais famoso do país. Nascido em 1932, em Medellín, Fernando Botero tem um estilo único, facilmente reconhecível pelas figuras rotundas, mas também explora em seu trabalho a sensualidade e a ironia. Para a criação do museu, Botero doou ao governo colombiano obras que faziam parte de seu acervo pessoal. Assim, o público também pode apreciar o trabalho de pintores renomados, como Pablo Picasso, Fernand Léger, Pierre-Auguste Renoir, Claude Monet, Salvador Dalí e Alberto Giacometti. O museu tem entrada franca todos os dias.

 

MUSEU BOTERO
Calle 11 No 4-41. Fecha às terças-feiras.

 

 

LITERATURA

 

No país de Gabriel García Márquez, as referências ao escritor estão por toda parte, mesmo em Bogotá que, ao contrário de Cartagena, Barranquilla e Aracataca (cidade onde nasceu e que inspirou Macondo), pouco apareceu em sua obra. Foi na capital que Gabo escreveu suas primeiras crônicas, recebeu seu primeiro prêmio e se consolidou como jornalista. Para entender como a cidade influenciou o escritor vencedor do Prêmio Nobel, o departamento de turismo criou um roteiro que leva aos principais lugares frequentados por ele. O tour termina no Centro Cultural Gabriel García Márquez, espaço inaugurado em 2008, e ideal para relaxar, caminhar e ler. O prédio, que também fica na Candelária, é um projeto do arquiteto colombiano Rogelio Salmona e tem a proposta de se integrar à arquitetura dos arredores e reunir diferentes expressões culturais.

 

CENTRO CULTURAL GABRIEL GARCÍA MARQUÉZ
Calle 11, No 5-60.

 

 

HISTÓRIA

 

O Museu do Ouro, o maior do gênero no mundo, mostra como o metal moldou a Colômbia. Há mais de 34 mil peças em ouro e outras 20 mil em cerâmica, tecido e pedras preciosas. São objetos arqueológicos, usados pelos povos tradicionais em rituais e ocasiões especiais antes da chegada dos espanhóis ao país. Todas as salas têm descrições de como eram usados, mas se você quiser entender melhor, há visitas guiadas diariamente.

 

MUSEU DO OURO
Carrera 6 No 15-88. Fecha às segundas-feiras.

 

 

ARTE DE RUA

 

Não é só em espaços formais que o visitante irá conhecer a cultura colombiana. A rua tem um papel importante na cidade, seja para as artes visuais ou para a música. Entre os prédios históricos, igrejas e museus, o centro é povoado por grafites, que se tornaram uma das marcas de Bogotá, hoje reconhecida mundialmente por este motivo. Vale a pena passar algum tempo observando obras de artistas colombianos e de outras partes do mundo, e descobrir por que esta é uma das capitais latino-americanas da arte urbana.

 

 

TEATRO

 

O Teatro Colón é um exemplo de como os “atenienses” de Bogotá se ilustravam no início do século 20. Construído à moda italiana, em formato de ferradura – para que além de apreciar o espetáculo, os visitantes também pudessem “se mostrar” –, o teatro impressiona pela arquitetura e pela cortina do palco, com mais de 11 metros, pintada na Itália e transportada até a Colômbia em 1891. Reinaugurado em 2014, depois de seis anos em restauração, o teatro abriga hoje uma programação diversa, que vai além de óperas e concertos, e inclui espetáculos de dança, teatro e circo.

 

TEATRO CÓLON
Calle 10, No 5-32. Visitas guiadas às quartas, quintas e sábados.

 

 

MÚSICA

 

Outro bom motivo que leva estrangeiros e bogotanos às ruas são os “Festivales al Parque”. Criado em 1995, este projeto foi reconhecido pela Unesco como um dos principais motivos para declarar Bogotá como “Cidade da Música” e incluí-la em sua rede de cidades criativas. Todos os anos, entre julho e novembro, diferentes ritmos tomam conta da capital em festivais, todos gratuitos e ao ar livre. Há shows de jazz, hip hop, músicas tradicionais colombianas, salsa, ópera e rock.

 

HIP HOP AL PARQUE
6 e 7 de outubro no Parque Simón Bolívar.

 

SALSA AL PARQUE
10 e 11 de novembro no Parque Simón Bolívar.

 

 


 

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