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Destino Nacional Destino Nacional O charme paradisíaco de Maceió

O charme paradisíaco de Maceió

Carla Castellotti

Dona da orla mais “instagramável” do Nordeste, Maceió é o destino para quem procura praia, sol, sossego — e muita comida boa

 

Ao sair do avião, chegando a Maceió, dois fatores são marcantes: a brisa e o calor. E mesmo no outono alagoano, a temperatura raramente será menor que 28ºC, o que é ótimo para quem quer descansar à beira-mar. E a praia, claro, é de longe o que mais chama atenção na capital, mesmo para os viajantes mais experientes. Não à toa, a orla da cidade é conhecida como a mais “instagramável” do Nordeste.

 

Ainda que com mais de um milhão de habitantes, Maceió é uma capital de tons pacatos. Não importa a hora do dia, você pode andar — da praia ao restaurante — de shorts e chinelo sem se preocupar. E uma das coisas boas de se visitar a cidade fora da temporada de verão é não ter de lidar com lotação na faixa de areia, na feira de artesanato ou nos bons restaurantes locais.

 

Seja em uma viagem de casal, em família ou mesmo entre amigos, Maceió é um destino, essencialmente, para quem quer desopilar. Hospedar-se na orla urbana da cidade é uma boa para quem quer fazer tudo a pé — táxis e corridas de aplicativo dificilmente sairão por mais de R$ 15. Nos seis quilômetros de extensão entre as praias de Pajuçara e Cruz das Almas, dá para escolher sempre um guarda-sol diferente.

 

Jangadas nas piscinas naturais da Praia de Pajuçara: passeio obrigatório para turistas de primeira viagem

 

Um dos melhores lugares para dar um mergulho é na praia de Ponta Verde, característica pelo charmoso farolete de listras vermelhas e brancas: na maré baixa, é possível ir andando até ele. Outra opção é embarcar no passeio das piscinas naturais da Pajuçara. Você vai de jangada, e navega rumo a um ponto em que o mar não passa da altura do quadril. Lá, pode mergulhar de snorkel e ver inúmeros peixinhos, ou simplesmente admirá-los a olho nu, tamanha a transparência da água.

 

Em terra firme, numa caminhada de fim de tarde, não deixe de experimentar sorvetes de frutas típicas, como mangaba, cajá e graviola na sorveteria Bali, também na Pajuçara. Ali perto, há um simpático cinema de rua no Centro Cultural Arte Pajuçara, que resiste com sua programação cult. E para quem quer festa, de quarta a domingo, nas barracas Lopana e Kanoa, localizadas na praia de Ponta Verde, há shows de bandas locais e DJs.

 

As famosas mini bruschetas de beiju do Lopana: discos de beiju gratinados com filé de camarão e queijo parmesão, acompanhados de molho pesto alagoano

 

No setor das compras, a Feira de Artesanato (adivinhe de onde? Da Pajuçara!) é a mais conhecida. Dê preferência às castanhas, ao bolo de rolo e à boa cachaça local Caraçuípe — estes itens vão fazer mais sucesso na volta para casa do que bijuterias genéricas e camisetas com dizeres engraçados. Para quem quer conhecer o artesanato local, o mais indicado é ir até o Mercado da Produção, no centro da cidade, onde é possível encontrar os trabalhos feitos em filé e peças de renda renascença, além de cestaria variada e os calçados conhecidos como “xoboi”.

 

Para além da orla urbana de Maceió, dá para alugar um carro — ou mesmo ir de motorista de aplicativo — para um bate e volta até as praias mais afastadas do centro. As barreiras de corais, presentes em diferentes pontos do litoral alagoano, a cor da areia de cada uma das praias, além da presença de lagoas, fazem com que a água do mar tenha diferentes tonalidades e temperaturas a cada nova parada. Ao norte da capital, a água costuma ser mais azul-turquesa, enquanto ao sul, ganha um tom verde-esmeralda.

 

Vista do mar da orla de Pajuçara

 


pARA PROVAR A CULINÁRIA ALAGOANA

Não faltam bons restaurantes em Maceió. E, agora, depois da participação de quatro chefs alagoanos na última edição do programa MasterChef Profissionais, tem muita gente prestando atenção na culinária local. Caso não conheça, experimente o sururu, molusco que costuma ser servido em forma de caldinho na praia. Parada obrigatória para quem gosta de frutos do mar, o polo gastronômico da Massagueira fica no município vizinho de Marechal Deodoro. Pare por lá na volta do litoral sul e conheça o restaurante Aratu. No sítio comandado pelo jovem chef Paulo Quintella, você pode curtir um pôr do sol na Lagoa Manguaba e experimentar pratos feitos com muitos ingredientes locais — aposte no siri de coral. Na capital, reserve uma das noites para jantar no Wanchako. Primeiro restaurante peruano do país, na casa comandada por Simone Bert os frutos do mar são matéria-prima para receitas repaginadas, como o Ceviche Provocador, feito com filé de peixe ao leite de tigre, azeite de alcaparras e lulas crocantes em salsa de laranja.

 

Outro lugar que merece sua visita é o Sur, restaurante dos chefs Serginho Jucá e Felipe Lacet. Depois de uma temporada de estudos na Espanha, os rapazes têm feito história na cidade ao usar as melhores técnicas gastronômicas para extrair o máximo de sabor dos ingredientes regionais.

 

Para além das casas mais sofisticadas, há muita comida honesta servida nos quiosques ao longo da orla urbana. Tem cuscuz com os mais diversos recheios, carne de sol na manteiga de garrafa e ótimas tapiocas doces, todas opções boas e baratas – e capazes de matar a fome de quem passou o dia na praia.

 

Polvo com arroz de lagostins, alioli e emulsão de abóbora do restaurante Sur

LITORAL NORTE

No lado norte da capital alagoana, há praias pouco habitadas e para chegar lá nem é preciso sair de Maceió. Uma boa parada é a Garça Torta, a dez quilômetros, fácil de chegar, inclusive de ônibus. Na Garça, como é chamada, existem algumas boas barracas de praia, como o Milk Beach Pub, onde você pode dar um mergulho no mar e depois balançar nas redes dispostas pelo local.

 

Dez quilômetros para cima, você chega a Ipioca. Com areia muito branca e uma faixa de coqueiros a perder de vista, o lugar paradisíaco é ótimo para quem gosta de mar calminho. A barraca de praia Hibiscus oferece uma senhora infraestrutura, mas é preciso pagar uma taxa para entrar no espaço. Lá dentro, além de serviço de restaurante e banho de água doce pós-praia, há também massagem relaxante e recreação para as crianças. Para os que gostam de estender a canga e car debaixo do coqueiro por conta própria, dá para ir só pelo visual também.

 

Vista aérea de Ipioca

 

LITORAL SUL

Há 20 minutos de Maceió, no município de Marechal Deodoro, está a Praia do Francês. Na pequena orla do que parece a Búzios alagoana, famílias e grupos de jovens convivem em harmonia. Num dos pontos, onde a água é uma piscina, a área parece mais destinada a quem quer praticar stand up paddle, andar de banana boat e tomar drinks açucarados no abacaxi. Enquanto o outro lado, com ondas, é habitado por grupos de jovens e surfistas. Além da praia convidativa, a infraestrutura do Francês ajuda: há pousadas, um bom hotel e inúmeros restaurantes.

 

Quatorze quilômetros adiante fica a Praia do Gunga, localizada entre a Lagoa do Roteiro e o Oceano Atlântico. Na área, há inúmeras barracas com boa infraestrutura para a família — ainda que o som costume ser alto. Mas é possível chegar e encontrar um ponto mais pacato na faixa de areia. Para isso, é melhor ir cedinho ou mais no fim da tarde. O único defeito do Gunga é não poder pernoitar na região, já que só se tem acesso à praia ao entrar numa propriedade particular que, ao fim do dia, fecha os estabelecimentos.

 

Pôr do sol na Praia do Francês

PASSEIO HISTÓRICO

Quer um descanso da praia? Visite o Palácio Floriano Peixoto, um prédio imponente de arquitetura eclética, erguido ainda no século 19 no centro da capital. A sede do governo de Alagoas tem um museu que guarda o mobiliário do século 19 e 20, que ajuda a contar a história do estado. Outra boa parada é no Museu Théo Brandão. O palacete, que fica em frente à Praia da Avenida, leva o nome do médico e folclorista alagoano e guarda peças nordestinas e da cultura popular local.

 


FOTOS: ARQUIVO SEMTUR E DIVULGAÇÃO

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